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A Nova Philharmonia dirigida por madeirense dá concerto amanhã em Londres

Foto DR
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Amanhã, sábado, dia 9 de Maio de 2026, às 19h30, a igreja St Mary’s, em Islington (Londres), recebe mais uma edição da série "The Classical Series", promovida pela orquestra Nova Philharmonia, em um concerto que reúne três pilares do repertório clássico e romântico: Joseph Haydn, Johann Baptist Georg Neruda e Franz Schubert.

A orquestra tem a direção da maestrina madeirense Patricia Khachkalyan Gomes e o programa destaca o virtuosismo instrumental e a força expressiva da orquestra em uma noite que promete equilíbrio entre elegância clássica, brilho solista e intensidade sinfônica.

Patricia Gomes explicou que na abertura do concerto traz o célebre "Concerto para Violoncelo em Ré Maior", de Haydn, obra fundamental do repertório para violoncelo e reconhecida pela combinação entre refinamento técnico e leveza melódica. O solista Filippo Ramacciotti assume o protagonismo nesta peça, oferecendo ao público a oportunidade de ouvir uma das composições mais emblemáticas do século XVIII para o instrumento.

Ainda que na sequência, o trompetista Volodymyr Bykhun interpreta o "Concerto para Trompete em Mi bemol Maior", de Neruda, obra menos frequente nas temporadas tradicionais, mas admirada por sua escrita brilhante e pela valorização do trompete em uma linguagem pré-clássica sofisticada. A inclusão desta peça amplia o alcance do programa e oferece contraste sonoro ao concerto.

Segundo a maestrina Patricia Gomes, encerrando a noite, a Sinfonia nº 5, de Schubert, conduz o público a uma atmosfera de lirismo e juventude criativa. Composta quando o autor tinha apenas 19 anos, a obra revela a influência mozartiana, mas já evidencia a identidade melódica singular de Schubert, marcada por delicadeza, transparência e energia.

Referiu que mais do que uma apresentação, o evento representa uma celebração da tradição orquestral em um espaço histórico de Londres, reforçando o compromisso da Nova Philharmonia em aproximar grandes obras do repertório clássico de novos públicos.

A combinação entre três compositores de períodos distintos, dois solistas de destaque e uma condução artística centrada na expressividade faz desta apresentação uma das promessas culturais relevantes da temporada londrina de 2026.

Patricia Gomes disse que este terceiro concerto, a "The Classical Series" consolida-se como uma iniciativa artística de crescente relevância no calendário cultural londrino, reunindo públicos diversos em torno de programas que celebram grandes obras do repertório erudito em interpretações acessíveis e de alto nível. Idealizada para criar uma continuidade entre diferentes períodos da música clássica, a série tem se destacado por combinar excelência musical, curadoria cuidadosa e a valorização de talentos internacionais, transformando cada apresentação em uma experiência que une tradição, descoberta e proximidade com a música de concerto.

Nesta terceira edição, a proposta ganha ainda mais força ao reafirmar o compromisso da Nova Philharmonia com a construção de uma identidade artística sólida, capaz de tornar St Mary’s, em Islington, um ponto de encontro para amantes da música clássica e novos ouvintes.

A orquestra Nova Philharmonia deu o seu primeiro concerto em fevereiro de 2025 e foi fundando pela jovem maestrina madeirense que estuda e vive na capital britânica.