A Joaninha e o passarinho

Numa amena tarde de Primavera a Joaninha caminhou até ao jardim povoado de muitas rosas das mais bonitas e variadas cores. Queria colher uma delas para oferecer à Mãe. Gostava de todas, mas as cor de rosa eram as suas preferidas. Assim, numa ternura angelical, quando se aproximava da roseira ouviu um piar dorido e parou.

Quem piaria deste modo tão triste?

Espreitando com muito cuidado, viu um bonito passarinho pousado num dos galhos da roseira. Estava sozinho e piava sem parar.

Porque piaria deste modo?

Então, aproximando-se com cuidado e, olhando-o com muita ternura, perguntou:

- Porque estás tão triste e porque pias deste modo logo hoje que é o dia da Mãe, um dia de muita alegria? Onde está a tua Mãezinha?

O passarinho, baixando a cabeça, respondeu muito tristemente:

- Já não tenho Mãe. Fiquei neste raminho à espera que voltasse, mas nunca chegou. Os dias foram passando e hoje, aqui continuo chamando por ela com o coração rebentando de saudade.

A menina com o coração apertado, olhando-o fixamente, prometeu que, a partir de agora, passaria a ser se ele quisesse, a Mãe passarinho. Dar-lhe ia comida, conversaria com ele, deixando-o sempre em liberdade. Não seria a Mãe de sangue, mas a Mãe de coração.

O passarinho abanou as asas, voou um pouco e foi pousar de novo junto da menina. Este era o seu sim.

Afinal nesta vida, importa que cada ser vivo tenha o Amor de uma Mãe e que o dia da Mãe possa ter o verdadeiro sentido que merece.

No mundo em que vivemos, felizmente há muitas Mães de coração, colmatando a ausência das Mães de sangue dando o melhor de si próprias para que a ausência da Mãe de sangue não seja tão dolorosamente sentida.

A ambas, com a maior gratidão, um feliz Dia da Mãe!

Graziela Camacho