Micaela Freitas reforça compromisso com protecção civil na Madeira
A secretária regional de Saúde e Protecção Civil, Micaela Freitas, prestou hoje homenagem aos bombeiros da Região Autónoma da Madeira, sublinhando a sua coragem, dedicação e papel essencial na salvaguarda de vidas humanas e na protecção do território.
Nas declarações proferidas no âmbito das celebrações do Dia Regional do Bombeiro, no Porto Santo, a governante afirmou que ser bombeiro "é muito mais do que uma profissão ou voluntariado", descrevendo a função como "um compromisso e uma forma de estar marcada por espírito de missão".
Micaela Freitas destacou o papel dos bombeiros enquanto primeira linha de resposta em situações de emergência, desde incêndios rurais e urbanos a acidentes rodoviários, resgates em montanha, inundações e emergências pré-hospitalares.
"São o rosto da protecção civil no terreno", afirmou, sublinhando a confiança que as populações depositam nestes profissionais e voluntários.
A governante enalteceu ainda as qualidades que caracterizam o corpo de bombeiros, como a preparação, formação contínua, disciplina, resiliência e espírito de equipa, acrescentando que existe uma dimensão "que não se ensina em nenhum manual": a humanidade no contacto com quem sofre.
"É a capacidade de olhar para quem sofre e mostrar que não está sozinho", referiu.
Micaela Freitas salientou também que a segurança é uma responsabilidade partilhada, defendendo a importância da prevenção, preparação e cooperação entre entidades. Nesse sentido, garantiu que a Região Autónoma da Madeira continuará a apostar no reforço da coordenação, na modernização dos meios e no desenvolvimento de uma cultura sólida de protecção civil.
A secretária regional deixou ainda uma posição firme quanto à valorização da classe, rejeitando qualquer tipo de instrumentalização do trabalho dos bombeiros. "Não aceitaremos nunca que os bombeiros sejam alvo de aproveitamento político", afirmou, sublinhando que estes são "homens e mulheres que colocam a vida ao serviço da vida".
Micaela Freitas destacou ainda os desafios específicos enfrentados na Região, como encostas íngremes, levadas estreitas, ventos imprevisíveis, incêndios de difícil combate e inundações repentinas, sublinhando que estes contextos exigem elevada capacidade de resposta e preparação permanente.