Liberdade de pensamento

Depois de ler a coluna no Diário de Notícias do Sr. Duarte Caldeira Ferreira, publicada no dia 20 de Maio, fiquei, na realidade, surpreendido com as acusações dirigidas ao presidente do Governo Regional, Dr. Miguel Albuquerque.

Inclusivamente, para uma pessoa envolvida na vida política desde tenra idade e que foi recentemente eleita, por unanimidade, presidente honorário do Partido Socialista, considero estranhas algumas das afirmações produzidas.

Quando afirmou que o Governo Regional gastou centenas de milhões de euros em campos de golfe, pessoalmente acho um exagero. Sim, o Governo tem facilitado a aquisição de terrenos para abreviar a sua construção.

Pergunto: qual é o campo de golfe que o Governo Regional explora?

Até à presente data, todos são explorados por entidades privadas. Inclusivamente, a nova extensão de 18 para 36 buracos, no Porto Santo, mencionada pelo Sr. D.C.F., já foi adjudicada em hasta pública a uma empresa madeirense de construção civil por cerca de 43,6 milhões de euros.

Isto prova que o Governo do PSD não tem intenção de explorar campos de golfe, deixando ao sector privado não só a manutenção, mas também os eventuais lucros que possa obter, como compensação pelos riscos assumidos.

Estranho que uma pessoa tão experiente como o Sr. D.C.F. não tenha mais cuidado nas suas afirmações.

Repetindo as palavras do Sr. Paulo Sousa, presidente do Campo de Golfe do Santo da Serra, o golfe é muito mais do que um desporto. Sr. Presidente, está absolutamente correcto.

Talvez seja altura de o Sr. D.C.F. visitar o Algarve para ver com os seus próprios olhos o que o golfe fez pelo nível de vida dos residentes. Ainda me lembro dos anos 60 e 70, quando o nível de vida no Algarve era inferior ao da Madeira. Viva o golfe.

Quero assinalar que não sou membro de nenhum partido político nem praticante de golfe.

Defendo, isso sim, um melhor nível de vida para o arquipélago da Madeira e para o Porto Santo.

Damião de Freitas