Dormidas em Abril superaram 1,1 milhões e cresceram 4,2%
Dados sem alojamento local com menos de 10 camas coloca a Madeira em quebra de 0,1%
O alojamento turístico na Região Autónoma da Madeira em Abril de 2026 registou "a entrada de 238,8 mil hóspedes, os quais geraram 1.141,1 mil dormidas, traduzindo-se em variações homólogas de +7,4% e +4,2%, respectivamente", informa hoje a DREM, acompanhando a divulgação feita pelo INE. "O segmento da hotelaria concentrou 63,6% das dormidas (725,3 mil), crescendo 0,4% em termos homólogos. Já o alojamento local (34,2% do total) subiu 13,1%, enquanto o turismo no espaço rural (2,3% do total) desceu 7,7%", destaca.
Como habitualmente, "para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas no alojamento turístico registaram uma variação homóloga de -0,1%, variação contrária à observada a nível nacional (+0,6%)", um impacto brutal nas contas e que reforça a importância cada vez mais evidente do AL e a necessidade de a análise dos dados ser feito para todo o sector, como tem feito a Direção Regional de Estatística da Madeira.
Assim, olhando aos dados nacionais, em Abril, "os maiores aumentos no número de dormidas continuaram a registar-se no Alentejo (+8,4%) e no Norte (+4,1%). Por sua vez, o Centro e a Região Autónoma dos Açores registaram diminuições mais expressivas (-8,7% e -7,5%, respectivamente). Algarve (25,9%), a Grande Lisboa (24,6%) e o Norte (18,6%) concentraram, em conjunto, 69,2% do total de dormidas", realça.
Voltando aos dados da DREM, "a taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 68,1%, -2,4 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (70,5%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 78,1% (80,4% em Abril de 2025)", evidencia. A estada média "fixou-se em 4,32 noites (4,50 em Abril de 2025)", sendo que "os valores mais elevados continuam a ser observados no alojamento local e na hotelaria, ambos com uma estada média de 4,36 noites, seguidos pelo turismo no espaço rural, que apresenta a estada média mais baixa, de 3,26 noites".
De realçar que "os 10 principais mercados emissores representaram 80,4% do total das dormidas registadas em Abril de 2026. Destacaram-se, com um peso superior, a Alemanha (19,9% do total; +6,1% face a Abril de 2025), Portugal (17,7%; +14,3%) e o Reino Unido (13,0%; -6,5%). Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontra-se o mercado francês (9,9%; +4,1%), seguido dos mercados polaco (5,5%; -4,1%) e neerlandês (5,0%; +16,6%)", lista.
Os proveitos totais e os proveitos de aposento é que continuam acima da média dos restantes dados, pois "registaram crescimentos homólogos de 8,6% e 7,0%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 80,2 milhões de euros e 58,1 milhões de euros. No conjunto do País, e no mesmo mês, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram igualmente crescimentos homólogos, situando-se em +5,2% e +4,0%, respetivamente".
Ainda no mês de Abril de 2026, "o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 104,25 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +2,6% do que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 126,43€, em Abril de 2025, para 133,44€, em Abril de 2026 (+5,5% de variação homóloga)", aponta a DREM.
Nos acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, "os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 758,1 mil, o que representa um crescimento de 8,5% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um aumento de 2,9% em comparação com o mesmo período de 2025, fixando-se em 3,8 milhões", salienta.
Igualmente em termos acumulados, "os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações de +9,0% e +8,2%, respetivamente, totalizando, de Janeiro a Abril de 2026, 258,0 milhões de euros e 183,0 milhões de euros", contas essas que não incluem os proveitos do AL com menos de 10 camas.
Para finalizar, de Janeiro a Abril de 2026, "o RevPAR no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se nos 84,04 euros, representando um aumento de 4,8% face ao período homólogo. Na hotelaria, o RevPAR foi de 90,61 euros, correspondendo a uma subida de 5,3%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 119,25 euros no conjunto do alojamento turístico (+8,7% em relação ao período homólogo) e nos 124,13 euros na hotelaria (+10,0%)", conclui.