Cavaco Silva distinguido hoje em Estrasburgo com Ordem Europeia de Mérito
O Parlamento Europeu (PE) homenageia hoje os primeiros 20 laureados com a recém-criada Ordem Europeia do Mérito, entre os quais o antigo primeiro-ministro e presidente português Aníbal Cavaco Silva.
Na cerimónia de entrega, durante a sessão plenária do PE, da primeira distinção europeia concedida pelas instituições da UE a indivíduos (e não organizações) com contributos excecionais para a unidade europeia, a democracia e os valores fundamentais consagrados nos Tratados da União, vão estar presentes 13 dos 20 distinguidos, entre os quais Cavaco Silva, a ex-chanceler alemã Angela Merkel, o ex-presidente polaco Lech Walesa e o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano.
A cerimónia decorre ao final da manhã no plenário de Estrasburgo, França com os galardoados a receberem uma medalha, uma fita de condecoração e um certificado assinado pela presidente do PE, Roberta Metsola, fazendo cada qual um breve discurso.
A Ordem de Mérito foi criada pelo PE em maio de 2025, para assinalar os 75 anos da Declaração de Schuman, que conduziu à criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, precursora da atual União Europeia (UE), tendo os primeiros 20 laureados sido anunciados em março passado.
A Ordem é composta por três níveis de distinção crescente (membro, membro honorável e membro distinto), tendo a mais alta distinção (também denominada insigne) sido atribuída a Merkel, Walesa e ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que não estará presente em Estrasburgo, enquanto Cavaco Silva foi laureado como membro honorável.
Relativamente a Aníbal Cavaco Silva, o comité de seleção, composto pela presidente do PE, dois vice-presidentes e quatro "personalidades europeias eminentes", entre os quais o antigo primeiro-ministro português e antigo presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, justificou a atribuição da distinção honorífica civil sobretudo pelo papel que o primeiro-ministro português entre 1985 e 1995 desempenhou na adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), mas também às "responsabilidades significativas" assumidas na negociação do Ato Único Europeu e no Tratado de Maastricht.