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Madeira

Paula Margarido destaca papel "absolutamente insubstituível" das ajudantes domiciliárias

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A secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude destacou o "papel absolutamente insubstituível das ajudantes domiciliárias e das equipas técnicas que diariamente chegam onde muitas vezes mais ninguém consegue chegar”. Paula Margarido acompanhou uma ação de proximidade desenvolvida no âmbito dos projetos de apoio domiciliário promovidos pela ORAT – Oficina Regional de Ajudas Técnicas, da Associação Causa Social, numa visita que permitiu conhecer de perto o impacto destas respostas sociais na vida das famílias.

Segundo explica nota à imprensa, a governante visitou um agregado familiar acompanhado pela ORAT e que beneficia de vários apoios integrados ao domicílio, nomeadamente empréstimo de ajudas técnicas, reabilitação psicomotora, acompanhamento psicológico, apoio social e ajuda domiciliária assegurada pelo Instituto de Segurança Social da Madeira. Esse agregado é composto por três pessoas, sem rede de apoio familiar alargada, enfrentando situações de elevada dependência física e desgaste emocional.

"Uma das utentes, com 88 anos, sofreu um AVC em 2025, tendo regressado ao domicílio após internamento hospitalar numa situação de elevada dependência. No âmbito da intervenção da ORAT, foi disponibilizada uma cama articulada e iniciado acompanhamento ao nível da reabilitação psicomotora, com o objectivo de promover ganhos de autonomia e qualidade de vida. Também a filha, com patologias degenerativas e limitações motoras progressivas, passou a beneficiar de apoio psicomotor e psicológico, numa resposta integrada que acompanha igualmente o cuidador principal do agregado familiar, marido da utente mais jovem", aponta.

Paula Margarido considera que estes projectos de apoio domiciliário “são fundamentais para garantir dignidade, acompanhamento e qualidade de vida às pessoas idosas ou dependentes, permitindo-lhes permanecer no seu ambiente familiar e comunitário”.

A governante reforçou ainda que, apesar do investimento do Governo Regional no aumento de vagas em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), “a prioridade deve ser, sempre que possível, a permanência da pessoa no seio familiar, junto das suas referências afectivas e da sua comunidade”.

Paula Margarido salientou igualmente o papel das instituições sociais parceiras, como a Causa Social, a Adenorma e a Adbrava, que desenvolvem projectos de apoio domiciliário e acompanhamento directo aos utentes, com financiamento do Instituto de Segurança Social da Madeira.

A secretária regional destacou ainda que o ISSM concretiza igualmente apoio no domicílio através de uma equipa multidisciplinar, assegurando acompanhamento regular e integrado a agregados familiares em situação de maior vulnerabilidade, como sucede neste caso específico.

No caso da Causa Social, o apoio anual do ISSM ascende a cerca de 266 mil euros, permitindo assegurar uma equipa de 12 técnicos e o acompanhamento de 115 utentes activos.

Na visita estiveram presentes a presidente do ISSM, Nivalda Gonçalves, Érica da Costa e representantes da Causa Social, entre os quais Maria Martins e a coordenadora do projeto, Luciana Gonçalves, bem como técnicas das áreas social, psicológica e psicomotora — Sara Cachuxo, Carolina Martins e Rosa Castro, respectivamente — além das ajudantes domiciliárias do ISSM, Patrícia Gouveia e Susana Gouveia, responsáveis pelo acompanhamento diário do agregado familiar.

A Secretária Regional destacou ainda que estas respostas assumem particular relevância em contextos de maior isolamento e dificuldades de acessibilidade, como sucede em algumas zonas da Região, onde o apoio domiciliário representa, muitas vezes, a principal rede de suporte às famílias mais vulneráveis.