Paula Margarido destaca papel das CPCJ na protecção da saúde mental dos jovens
A secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude defendeu, este sábado, a necessidade de reforçar o papel das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) na prevenção dos comportamentos de risco e na promoção da saúde mental das novas gerações, considerando esta uma “prioridade colectiva”.
Paula Margarido foi uma das intervenientes na abertura do II Seminário da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Ribeira Brava, subordinado ao tema 'Cuidar do presente e proteger o amanhã: saúde mental em foco! Prevenção de comportamentos aditivos nos jovens'.
“As CPCJ desempenham um papel absolutamente essencial na prevenção, sinalização e acompanhamento de situações de risco, sendo estruturas fundamentais na defesa dos direitos das nossas crianças e jovens”, afirmou a governante, que alertou para o crescimento silencioso das fragilidades emocionais e dos comportamentos aditivos entre os mais jovens. Estes comportamentos começam a surgir de novas formas, muitas vezes associadas ao consumo digital excessivo, às redes sociais, ao jogo on-line e à necessidade permanente de validação pública.
“Vivemos numa sociedade cada vez mais acelerada, mais exigente e, paradoxalmente, mais solitária”, referiu. Paula Margarido destacou ainda que a promoção do bem-estar emocional dos jovens exige respostas integradas, preventivas e de proximidade, valorizando o papel das CPCJ enquanto estruturas de primeira linha na proteção, acompanhamento e encaminhamento das crianças e jovens e das suas famílias.
“Falar de saúde mental deixou de poder ser tabu. Tem de ser uma prioridade colectiva”, sublinhou. A governante salientou ainda o trabalho de proximidade desenvolvido pelas CPCJ da Madeira, através de acções de prevenção, sensibilização e acompanhamento junto das crianças, jovens e famílias, reforçando a importância da intervenção precoce na protecção dos mais vulneráveis.
“A prevenção continua a ser o instrumento mais eficaz de protecção das nossas crianças e jovens. E essa prevenção faz-se com proximidade, com escuta activa, com intervenção precoce e com uma forte articulação entre instituições”, afirmou. A Secretária Regional defendeu igualmente a importância de continuar a investir na literacia emocional, no desenvolvimento de competências sociais e na criação de ambientes seguros, inclusivos e protectores para os jovens, em estreita articulação com todas as entidades competentes nas áreas da saúde, educação, intervenção social e proteção infantil.
Paula Margarido concluiu reiterando o compromisso do Governo Regional com políticas públicas de prevenção, inclusão e proteção da infância e juventude, sublinhando que “proteger a saúde emocional das novas gerações é proteger o futuro da nossa sociedade”.