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Madeira

Enfermeiros da Madeira não aderem à greve nacional e optam por aguardar negociações regionais

Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira não emitiu aviso de greve

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O Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM) decidiu não aderir à greve nacional dos enfermeiros convocada para esta terça-feira, 12 de Maio, pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Enfermeiros de todos os sectores cumprem hoje um dia de greve

Os enfermeiros dos setores público, privado e social cumprem hoje um dia de greve para exigir ao Ministério da Saúde soluções para vários "problemas que se arrastam" nos últimos anos.

Em declarações ao DIÁRIO, o presidente do SERAM, Juan Carvalho, explica que o sindicato regional avaliou o contexto actual e  optou por não avançar para uma paralisação, por considerar que "seria prematuro" paralisar enquanto mantém negociações em curso com o Governo Regional e atendendo também às matérias reivindicadas, uma vez que várias das reivindicações que motivam a greve nacional “já foram ultrapassadas” na Madeira, nomeadamente o descongelamento das carreiras de enfermagem, a resolução de posições intermédias da grelha salarial e o reconhecimento dos enfermeiros especialistas com título atribuído até Maio de 2019.

“A nível nacional, o conjunto de matérias reivindicadas pelos sindicatos e pelos enfermeiros é muito superior à realidade regional”, afirma o sindicalista, acrescentando, contudo, que o SERAM “não exclui” recorrer a formas de luta semelhantes no futuro.

Enquanto isso, o sindicato mantém um conjunto de reivindicações em negociação com a Secretaria Regional da Saúde e com o SESARAM -  Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, com quem tem uma reunião agendada para o próximo dia 25 de Maio, esperando avanços concretos nas negociações.

Entre os principais pontos em discussão estão a atribuição de pontos relativos ao biénio 2023-2024, a avaliação referente ao ciclo de 2025, a admissão dos mais de 70 enfermeiros ainda integrados na reserva de recrutamento e a abertura de concursos para enfermeiros especialistas.

O presidente do SERAM reconhece alguns sinais positivos recentes, nomeadamente o início do pagamento de dívidas em atraso por parte do SESARAM. “Foi um sinal positivo, um sinal de boa vontade no sentido de resolver os problemas, mas é pouco”, afirma, referindo-se a pagamentos relativos aos anos de 2021, 2023 e 2025.

Contudo, dirigente sindical reforça que persistem atrasos em matérias que “já deviam estar resolvidas”.

"Há que ir mais longe no sentido de responder às reais necessidades dos enfermeiros", defende, fazendo votos de que na reunião do dia 25 de Maio "sejam apresentadas soluções para estes e outros problemas que os enfermeiros têm".

Questionado sobre a possibilidade de futuras greves, Juan Carvalho afiança que o SERAM “não exclui nada” e garante que o sindicato continuará a avaliar “sistematicamente os resultados de cada uma das reuniões”.

“Todos os cenários, todos os processos estão em cima da mesa. Tudo depende das respostas que sejam dadas aos problemas dos enfermeiros”, remata.