Memória e homenagem marcam a cerimónia do Dia do Combatente no Funchal
Presidente do núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes defendeu um maior apoio financeiro
O monumento dos combatentes, no Funchal, acolheu, na manhã desta quinta-feira, a cerimónia em memória do 108.º aniversário da Batalha de La Lys e do Dia do Combatente, reunindo diversas autoridades militares e civis da Região Autónoma da Madeira.
A celebração foi presidida pela presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM), Rubina Leal e contou com a presença do secretário regional de Economia, José Manuel Rodrigues, em representação do Governo Regional, bem como do comandante da Zona Militar da Madeira, José Carlos Almeida Loureiro, do comandante da Zona Marítima da Madeira, Bruno Teles, do comandante do Comando Regional da PSP, superintendente Ricardo Matos, do vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Carlos Rodrigues, e de outras entidades civis e militares.
Na sua intervenção, Rubina Leal destacou a importância da preservação da memória e da dignificação dos combatentes. “Neste dia é justo saudar e reconhecer o trabalho da Liga dos Combatentes, cuja acção contínua tem sido determinante para honrar aqueles que em diferentes momentos da nossa história serviram Portugal com coragem e sacrifício. A liberdade, a paz e a estabilidade que hoje vivemos custaram a vida a muitos, e a memória não pode ser efémera nem selectiva, deve ser cultivada, transmitida e sobretudo respeitada.”
A presidente da Assembleia salientou ainda a coragem e o sentido de dever demonstrados pelos soldados portugueses na Grande Guerra, referindo que “na madrugada de 9 de Abril de 1918, esses homens enfrentaram o peso da história. Na Batalha da La Lys, a coragem e a bravura dos nossos combatentes juntaram-se às fragilidades da preparação e do equipamento. Ainda assim, bateram-se galhardamente e atrasaram o avanço de um inimigo que sabiam não poder deter.”
Por fim, Rubina Leal sublinhou que os combatentes são “efectivamente um pilar essencial da reserva moral da nação” e que é fundamental honrar o legado daqueles que serviram Portugal com dedicação, coragem e humanidade.
O presidente do núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes, primeiro-tenente reformado Vítor Fernandes, reforçou a relevância da cerimónia para a preservação da memória colectiva. “O que importa sublinhar é a presença dos antigos combatentes, recordações sobre memórias que eles têm de outros e vão também lembrar as memórias passadas em luta em defesa de Portugal.”
Defendeu, ainda, um maior apoio financeiro aos antigos combatentes, sobretudo para aqueles que dependem das pensões sociais. "Principalmente alguns antigos combatentes que passam algumas dificuldades, e embora alguns apoios sejam importantes, como o caso da comparticipação de medicamentos, financeiramente pelo menos deviam ser mais apoiados.”