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Assembleia Legislativa Madeira

Comissão de avaliação recomendou acreditação condicionada do ISAL

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A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) decidiu pela não acreditação do Instituto Superior de Administração e Línguas (ISAL), mas essa decisão não seguiu a recomendação da Comissão de Avaliação Externa do Ensino Superior que, no seu relatório, apontava para a acreditação condicionada.

Este foi um dos principais temas da audição à coordenadora da Comissão de Avaliação, Luísa Lima que decorreu, esta tarde, na Assembleia Legislativa da Madeira, no âmbito da comissão de inquérito parlamentar criada por requerimento do PSD.

Luísa Lima, docente do ISCTE, referiu pormenores da avaliação ao ISAL que incluiu uma deslocação à Região. Um "plano estratégico ambicioso" mas "muito abstracto" foi uma das referências. Casos concretos como estágios curriculares realizados à noite foram apontados, mas também o facto de haver pessoas que integravam até cinco órgãos da instituição de ensino superior, o que põe em causa a autonomia de decisões.

A comissão presidida por Luísa Lima também questionou a qualidade do ISAL, nomeadamente na investigação que "é fundamental nas instituições universitárias". O reconhecimento das publicações científicas foi uma das questões que motivaram reparos.

De sete pontos para avaliação, a comissões atribuiu nota negativa a quatro mas mesmo assim recomendo uma acreditação condicionada, com "condições muito duras " que, explicou Luísa Lima, se fossem cumpridas permitiram ter uma instituições de ensino superior com "pernas para andar".

Sobre a decisão do conselho de administração da A3ES ter sido diferente da recomendada no relatório, embora reconheça que foi a primeira vez que viveu essa situação, não considera que seja uma desautorização. A administração, disse, tem em conta a globalidade do Ensino Superior.

A comissão de inquérito já ouviu diversas personalidades ligadas ao ISAL e à avaliação das instituições de ensino superior.