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Pequenos aeroportos europeus temem não sobreviver ao preço elevado do petróleo

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Foto Shutterstock

Os pequenos aeroportos europeus temem não sobreviver à persistência dos preços elevados do petróleo, sendo prejudicados por serem "menos rentáveis para as companhias aéreas", afirmou hoje a associação do setor ACI Europe. 

A ACI Europe lançou este aviso num comunicado por ocasião da abertura da sua conferência anual em Turim, Itália, citado pela agência AFP.

"Os preços atuais dos combustíveis de aviação e a perspetiva de uma nova crise do poder de compra significam que muitos aeroportos regionais do nosso continente correm o risco de enfrentar um choque tanto na procura como na oferta", explicou o diretor-geral, Olivier Jankovec.

Para as infraestruturas, salientou, "isto é nada menos do que uma ameaça existencial", afirmou.

Segundo a ACI Europe, "ao ponderarem onde reduzir a capacidade, as companhias aéreas tendem a fazê-lo em rotas que servem aeroportos regionais, como demonstrou a recente decisão da Lufthansa de encerrar a atividade da sua filial regional, a CityLine".

Em 16 de abril, o grupo alemão, líder europeu no transporte aéreo anunciou o encerramento desta companhia que ligava Munique e Frankfurt a aeroportos como Bordéus, Nápoles ou Birmingham.

"Os aeroportos regionais são os mais expostos às repercussões destes ajustamentos, uma vez que a procura nas ligações que oferecem é geralmente mais sensível aos preços e mais variável", e são "por isso menos rentáveis para as companhias aéreas", indicou a organização.

O diretor-geral da ACI Europe salientou "uma clara disparidade entre os pequenos aeroportos regionais, cujo tráfego de passageiros continua 30% abaixo dos níveis de 2019 [antes da pandemia de Covid] e os maiores, que viram o seu tráfego aumentar mais de 16%".

A organização apelou para a "abolição das taxas nacionais sobre os bilhetes de avião" ou para a "manutenção dos auxílios operacionais concedidos aos aeroportos nacionais com menos de um milhão de passageiros por ano".