Rússia relata fuga de petróleo no mar Negro devido a ataque com drones ucranianos
As autoridades russas relataram hoje uma nova fuga de petróleo no mar Negro, alegadamente causada por ataques com drones ucranianos a um terminal portuário de exportação de crude.
A fuga ocorreu após os ataques dos dias 16 e 20 de abril ao porto de Tuapse, na região de Krasnodar (sudoeste da Rússia), um dos principais alvos do Exército ucraniano nas últimas semanas, segundo as autoridades russas.
A mancha de petróleo chegou ao mar vinda do rio Tuapse, ultrapassando as barreiras flutuantes de contenção, devido às fortes chuvas que elevaram o nível do rio.
Dezenas de pessoas com equipamento especializado para a recuperação de petróleo estão a participar nos esforços de limpeza, uma vez que o petróleo também atingiu a costa.
Os ataques conduzidos pelas forças ucranianas desencadearam um incêndio na refinaria de Tuapse, que só foi extinto pelos serviços de emergência na noite de quinta-feira.
Com estes ataques, Kiev tenciona reduzir significativamente o potencial de exportação de petróleo russo nos mares Negro e Báltico, agora que o preço do barril disparou devido ao conflito no Médio Oriente.
Em 20 de abril, as autoridades regionais de Krasnodar responsabilizaram a Ucrânia pela fuga de petróleo, atribuindo a situação a ataques ucranianos contra infraestruturas de petróleo e gás e aos portos.
As autoridades regionais estimaram na altura que a área contaminada abrangia aproximadamente 10.000 metros quadrados.
As mesmas autoridades já tinham relatado a descoberta de uma mancha de petróleo em 11 de abril na costa de Anapa, 150 quilómetros a noroeste de Tuapse. Um dia depois, divulgaram o resgate de mais de 200 aves cobertas com fuelóleo na costa de Anapa.
No início de abril, um navio mercante afundou-se no mar de Azov depois de ter sido atacado por um drone ucraniano. Na sequência, o governo pró-russo da região de Kherson, ocupada pelas forças russas, alertou para o risco de derrame de combustível proveniente da embarcação afundada.
Além disso, no final de 2024, dois petroleiros afundaram-se perto do estreito de Kerch, que separa o mar de Azov do mar Negro, provocando um derramamento de milhares de toneladas de petróleo, do qual as costas da região ainda não recuperaram.
O acidente foi uma catástrofe ecológica na região, o principal destino turístico russo durante o período de verão, mesmo depois da anexação da península ucraniana da Crimeia, em 2014.