PS diz que Governo deve deixar planos com "maus resultados" e executar medidas
O PS considerou hoje que o PTRR é "mais uma operação de marketing" e que está na altura de o Governo "deixar-se de planos", que têm tido "maus resultados", e "arregaçar as mangas e executar" as medidas necessárias.
"O PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência] é mais um plano, mais uma operação de marketing com medidas já conhecidas, programadas e que é preciso executar. Este Governo de Luís Montenegro a cada problema inventa um plano novo", criticou, em declarações aos jornalistas no parlamento, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.
Na perspetiva do dirigente do PS, está na altura do Governo PSD/CDS-PP "se deixar de planos, arregaçar as mangas e executar".
"Porque é com execução e com apoio às pessoas, aos cidadãos e cidadãs e às empresas que se faz a diferença, não é apresentando mais um plano quando o histórico dos planos é aquilo que nós conhecemos", condenou.
Brilhante Dias considerou que o executivo "tem sido incapaz de agir de forma eficaz perante as emergências".
"Executa mal, com maus resultados e todos os planos que apresentou nos últimos dois anos são planos por executar e, mais uma vez, sublinho com maus resultados", disse.
De acordo com o líder parlamentar do PS, enquanto no PRR havia "fundos adicionais vindos de Bruxelas, este plano é apresentado sem recursos adicionais".
"Este Governo cada vez que tem um problema apresenta um novo plano. Incapaz, insensível, vai apresentando planos. Passaram dois anos, os planos na saúde não funcionam, na educação não funcionam, no emprego não funcionam, na justiça estão por executar, na economia a economia cresce menos, no PRR foram incapazes de executar de forma adequada", elencou.
O programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR) vai ter um envelope financeiro global de 22,6 mil milhões de euros e um horizonte temporal de nove anos.
O montante global de 22,6 mil milhões de euros está dividido entre fundos públicos nacionais (37%), financiamento privado (34%) e fundos europeus (19%), de acordo com um documento síntese distribuído na apresentação que decorre no Pavilhão de Portugal, em Lisboa.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, indicou que o PTRR está dividido em três pilares: recuperar, proteger e responder, em 15 domínios, com 96 medidas.
"O valor global do plano são 22,6 mil milhões de euros, distribuídos por investimento público e privado. É um financiamento maioritariamente nacional, mas também absorve uma parte de fundos europeus", explicou.