Francisco Gomes questiona origem de fundos estrangeiros para o Centro Islâmico da Madeira
O Chega pretende travar o financiamento estrangeiro na construção de mesquitas em Portugal e defende regras mais rigorosas e maior fiscalização sobre estas estruturas. Nesse sentido, deu entrada a uma uma iniciativa na Assembleia da República. O deputado Francisco Gomes afirma que o Centro Cultural Islâmico da Madeira está a promover recolhas de fundos através de instituições financeiras estrangeiras, levantando dúvidas sobre a verdadeira origem desses recursos.
"O Centro Islâmico da Madeira está a recolher fundos para construir mesquitas, mas não explica de onde vem o dinheiro", indica o deputado madeirense. "Que tenham essa decência porque a Madeira não vai ser porta aberta para quem vem para cá nos dominar, impor a sua cultura e esconder-se atrás do discurso do coitadinho!", atira.
Quanto à proposta do Chega, prevê a criação de mecanismos de controlo mais apertados sobre o financiamento de comunidades religiosas, "com especial atenção a apoios provenientes de entidades estrangeiras que colidem com valores culturais e com a segurança nacional". No fundo, segundo explica o deputado, a iniciativa pretende proibir que "a liberdade religiosa seja usada como cobertura para infiltrar em Portugal a versão mais extremista do Islão".
Francisco Gomes defende que o Estado deve assumir uma posição firme na regulação destas matérias, protegendo os interesses nacionais. "Não estamos a falar de liberdade religiosa. Estamos a falar de proteger o país de influências externas que ninguém controla. E isso exige coragem política e fazer frente ao Islão que não nos quer bem", considera.