Mulheres manifestam-se no Brasil por penas mais duras para a misoginia
Associações e movimentos feministas manifestaram-se hoje em várias cidades brasileiras para exigir a aprovação de um projeto de lei que criminalize a misoginia com penas mais severas, equiparando-a a outros crimes de discriminação.
O movimento "Levante Mulheres Vivas" convocou protestos em cerca de 20 cidades, incluindo São Paulo, onde dezenas de mulheres se concentraram junto ao Museu de Arte com mensagens contra a violência de género e os feminicídios, relata a agência de notícias espanhola EFE.
As manifestantes quiseram pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a colocar em votação a proposta legislativa já aprovada no Senado, que prevê penas de dois a cinco anos de prisão e multa para crimes motivados por misoginia.
Atualmente, estes atos são vistos como injúria ou difamação, tendo por isso penas mais leves, enquanto o novo projeto pretende classificá-lo como crime de preconceito, tornando-o inafiançável e imprescritível.
Os defensores da iniciativa argumentam que esta mudança iria reforçar a proteção das mulheres, mas há opiniões contrárias que alertam para riscos à liberdade de expressão, num debate que continua a dividir o parlamento brasileiro.