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Macron observa "momento único" em que Trump, Putin e Xi se opõem "ferozmente aos europeus"

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O chefe de Estado francês declarou hoje em Atenas que a Europa está a viver um "momento único" em que "um Presidente norte-americano, um Presidente russo e um Presidente chinês" se opõem "ferozmente aos europeus".

"Este é o momento certo para agirmos", sustentou Emmanuel Macron, falando em inglês durante um encontro com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, na Ágora Romana, no centro histórico da capital grega.

Embora tenha aludido aos líderes chinês, Xi Jinping, russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Donald Trump, o Presidente francês separou este último, ao referir que não deixa de ser "um aliado", mesmo que nem sempre fosse "confiável" ou "previsível" nos seus pronunciamentos e decisões.

"Este momento pode ser o momento europeu", insistiu Emmanuel Macron, durante a visita de dois dias à Grécia, reafirmando, como tem vindo a fazer desde o início do ano, que a União Europeia, em contrapartida, é "fiável" e "previsível" no placo global, o que defende que não deve ser desvalorizado.

Para o líder francês, a Europa coloca-se perante o desafio de se tornar numa "verdadeira potência", dado que a força combinada dos países da UE na defesa, no comércio e nos serviços financeiros é suficientemente relevante para competir com os Estados Unidos e a China.

Retomando o conceito de soberania europeia, que começou a assinalar durante a primeira visita a Atenas, em setembro de 2017, num discurso na Acrópole, Emmanuel Macron defendeu ainda o "fortalecimento do pilar europeu" da NATO.

"Há agora dúvidas em relação ao artigo quinto", observou a propósito do acordo de proteção mútua dos membros da organização transatlântica, o que "enfraquece de facto a Aliança", embora mantenha que continua a ser uma "boa aliança estratégica".