Dezenas de cidadãos concentram-se em Lisboa para apoiar "libertadora" María Corina Machado
Algumas dezenas de cidadãos venezuelanos concentraram-se hoje perto da residência oficial do primeiro-ministro em Lisboa para apoiar a líder da oposição venezuelana, a quem chamam de "libertadora" e que acreditam que será a próxima presidente da Venezuela.
Usando camisolas, lenços e bonés com a bandeira da Venezuela, os apoiantes aplaudiram e gritaram palavras de apoio quando a opositora e prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, passou de carro para o Palácio de São Bento, onde foi recebida hoje ao início da tarde por Luís Montenegro.
Neida Gamarra, uma venezuelana de 53 anos, fez uma viagem de três horas e meia desde Aveiro para demonstrar a sua "gratidão" e mostrar à líder da oposição que "tem aqui o seu povo" e "não está só".
"A nossa libertadora", como qualificou Jenny Hartmann, 58 anos, que vive há quatro anos em Portugal, "luta há 27 anos para libertar a Venezuela como ninguém, com muita educação e estratégia".
Ian, um irlandês de 53 anos casado com uma venezuelana e residente em Lisboa, disse que a líder da oposição "arriscou a vida" para criar na Venezuela uma "sociedade livre e democrática".
María Corina "é uma senhora excecionalmente corajosa e um exemplo para todas as mulheres", comentou.
"É a nossa líder e de certeza que vai ser a próxima presidente da Venezuela", disse, por seu lado, José Marino, 64 anos, que chegou há três meses a Portugal.
O venezuelano agradeceu ao Governo português por a "escutar na procura da liberdade da Venezuela".
Agentes policiais pediam às pessoas para se afastarem 100 metros, alegando que se tratava de uma manifestação não autorizada, mas os cidadãos respondiam que se tratou de um movimento espontâneo e não organizado, porque muitos só tinham sabido da passagem da opositora por Portugal algumas horas antes.