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Vagas para medicina geral e familiar em todos os lugares identificados como necessários

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A ministra da Saúde anunciou hoje que vão abrir todas as vagas para a especialidade de medicina geral e familiar identificadas como necessárias e defendeu que não pode obrigar os médicos a concorrer a zonas onde não querem estar.

O anúncio foi feito por Ana Paula Martins no parlamento, durante a interpelação ao Governo agendada pelo Livre com o título "Prognóstico Reservado: o SNS após dois anos de governação da AD".

Em resposta a uma interpelação, a ministra referiu que "o concurso que vai abrir nos próximos dias que tem o mapa de distribuição de vagas para as especialidades médicas", em particular relativamente à medicina geral e familiar, "vai pela primeira vez abrir vagas para todos os lugares que foram identificados pelas unidades locais de saúde como necessárias".

Questionada pela líder parlamentar do PCP sobre as dificuldades de acesso aos cuidados de saúde primários, a ministra da Saúde indicou que o atual Governo não recusou "a constituição de nenhuma unidade de saúde familiar modelo B" e que "estão agora a abrir os primeiros" de modelo C, geridas por privados ou pelo setor social.

"Nós usamos o que está disponível no privado e no social para responder às pessoas, agora o que nós não conseguimos de facto, e não vamos por aí, é obrigar os médicos a concorrer às zonas onde eles efetivamente não querem estar e não têm motivação para estar, porque trabalham em equipa e isso na medicina geral e familiar é muito importante", defendeu Ana Paula Martins.