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Exposição 'Bordado Madeira' destaca património e identidade cultural na Quinta Magnólia

Mostra reúne fotografias de época, exemplares de trabalhos em bordado, desenhos técnicos e uma máquina de picotagem
Mostra reúne fotografias de época, exemplares de trabalhos em bordado, desenhos técnicos e uma máquina de picotagem, Foto SRTAC

A exposição 'Bordado Madeira' foi inaugurada esta quinta-feira, 16 de Abril, na Quinta Magnólia – Centro Cultural, numa iniciativa que visa valorizar o património associado à arte tradicional da Região Autónoma da Madeira.

Organizada pelo espaço tutelado pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direção Regional da Cultura, em parceria com o IVBAM – Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, a mostra reúne fotografias de época, exemplares de trabalhos em bordado, desenhos técnicos e uma máquina de picotagem, elemento essencial no processo produtivo. O percurso expositivo integra ainda uma imagem de carácter simbólico ligada à tradição do bordado.

Na inauguração da exposição, o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, destacou o papel das bordadeiras na construção da identidade regional. “Dirijo uma palavra a quem faz esta história, a quem constrói esta história da Madeira. A Madeira, hoje, um dos elementos com que mais se identifica tem mesmo a ver com o bordado”, afirmou.

O governante sublinhou que “o bordado é o resultado da dedicação das bordadeiras”, considerando a exposição uma homenagem a um trabalho desenvolvido ao longo de gerações. “Esta é uma homenagem que enaltece o vosso trabalho, - um trabalho feito ao longo de muitos e muitos anos, muitas vezes com muito sacrifício, procurando que, através dessa prestação, a vossa vida fosse também melhor”, referiu.

Eduardo Jesus salientou ainda a dimensão cultural e artística da prática, defendendo que “estavam a emprestar à Madeira um elemento cultural de identificação", apontando que o bordado é uma "prática cultural, que é também artística”. 

Durante a intervenção, o secretário regional assinalou a evolução do bordado e o interesse crescente de novos públicos.

Entre os exemplos apontados, destacou o conceito de 'bordaterapia', apresentado hoje, em que, "através do bordado, se cria uma dimensão de bem-estar”, afirmou, estabelecendo um paralelismo com o passado, em que a prática funcionava como espaço de reflexão pessoal e espiritual.

O governante defendeu ainda a necessidade de equilibrar tradição e modernidade: “As coisas vão evoluindo e nós temos de ter a capacidade de acompanhar essa evolução, mas, simultaneamente, preservar o que é fundamental, que é esta herança cultural”.

A exposição pretende promover o reconhecimento do Bordado Madeira enquanto expressão identitária e incentivar a sua continuidade. Como referiu Eduardo Jesus: “É importante que tenhamos momentos para celebrar, para relembrar e, acima de tudo, para perpetuar”.