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Madeira

"Quantas novas camas em lares terá a Região, depois da oportunidade perdida com o PRR?"

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A presidente do PS-Madeira deixou, hoje, fortes críticas ao Governo Regional por, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ter desperdiçado a oportunidade de disponibilizar cerca de 460 novas camas em lares para idosos, instando o Executivo a adiantar quais os investimentos previstos para dar resposta a esta grave lacuna que a Região apresenta.

Em conferência de imprensa realizada esta manhã, próximo do Lar da Bela Vista, Célia Pessegueiro disse que esta instituição é apenas um dos exemplos da perda de fundos para a área social, uma vez que a sua recuperação estava prevista ao abrigo do PRR, mas já não irá avançar. A este caso, acrescentou a reabilitação de um outro edifício na Rua Bela de São Tiago e a conversão da escola de São Jorge em lar, que também não se concretizaram. "Estamos a falar de um total de 460 camas que foram perdidas e que estavam programadas para receberem investimentos do PRR para aumentar a capacidade de resposta da Região em relação à necessidade de internamento em lar", lamentou.

Conforme deu conta a líder socialista, estão internados em lares cerca de 1.300 idosos e a lista de espera para uma vaga é superior ao número de internamentos. A isto, acrescem os mais de 300 casos de altas problemáticas existentes no hospital, dos quais apenas 40 terão solução por via do seu encaminhamento para lares, conforme recente anúncio do Governo Regional. Uma solução que a própria dirigente questiona, atendendo a que estas instituições, já de si, não têm capacidade de resposta.

Criticando o Executivo por ter perdido esta janela temporal do PRR e não ter conseguido lançar as obras para os lares, o que fez com que as verbas tivessem sido redirecionadas para outras áreas, Célia Pessegueiro pergunta "que programa tem o Governo Regional neste momento para dar resposta a uma situação que já estava identificada há muito tempo e que é extremamente preocupante" e crucial, tendo em conta o envelhecimento da população e a necessidade de resposta social e de internamento.

"Qual é o calendário que o Governo propõe? Qual é o cronograma? Este ano de 2026, quantas camas novas vamos ter? E em 2027, 2028 e por aí adiante?", questionou a presidente do PS-M, constatando que o Executivo não aponta quaisquer soluções, nem por via do PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, nem através de verbas próprias do Orçamento Regional.

A socialista alertou ainda para o facto de a área da saúde, que está a ser sobrecarregada neste momento com as altas problemáticas, ter sofrido um corte de 50 milhões de euros no Orçamento Regional de 2026. Reforçou, por isso, a pergunta ao Governo: "O que é que vai acontecer este ano e nos próximos como resposta a uma população que precisa de ajuda?"