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Madeira

Funchal tem a maior percentagem de procura de casas por estrangeiros

Foto Shutterstock
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Três em cada 10 pesquisas de quem quer comprar casa na capital madeirense é de origem estrangeira, o que significa que o Funchal tem, por esta altura, a maior percentagem de procura de casas por estrangeiros em Portugal. Segundo o portal idealista, 30% supera largamente a média nacional, mesmo que a venda de casas em Portugal a não residentes, estrangeiros e emigrantes portugueses, esteja a cair há três anos. Pois, aqui, aborda-se o interesse na compra de imóveis no país que continua em alta, e no Funchal bate todas as regiões.

"Considerado um refúgio para viver e investir, sobretudo, em tempos de incerteza global como os que se vivem atualmente, provocados nomeadamente pelo agudizar do conflito no Médio Oriente", situa a actualidade. "Prova disso mesmo é que a procura de casas para comprar em Portugal desde o estrangeiro continua a ser bem expressiva nas grandes cidades. Na sua maioria são os EUA e o Reino Unido que lideram a procura internacional", tal como mostram os dados mais recentes do idealista e divulgados hoje.

E continua a situar o contexto: "Na sequência da implementação de várias políticas nacionais, a nível legal e fiscal, em 2025, os não residentes protagonizaram a aquisição de 8.471 habitações, o que corresponde a uma quebra de 13,3% face ao ano anterior, revelou recentemente o Instituto Nacional de Estatística. Estes dados refletem a redução dos incentivos fiscais para este perfil de compradores, como o fim dos vistos gold para investimento imobiliário e a substituição do regime de resistentes não habituais por outro mais restrito, levados a cabo pelo anterior executivo socialista de António Costa. A tudo isto soma-se a nova lei dos estrangeiros do atual Governo da AD de Luís Montenegro, que já está em vigor, a par da revisão à lei da nacionalidade que ainda está em análise em Belém, pelo novo Presidente da República, António José Seguro."

Assim, continua, "apesar de as transações finalizadas estarem em queda, os dados mais recentes do idealista/data revelam que o interesse por casas à venda em Portugal desde o estrangeiro mostrou-se bem expressivo no primeiro trimestre de 2026, representando dois dígitos na maioria das grandes cidades (Évora é a única exceção). Ou seja, as famílias e investidores não residentes continuam a manifestar interesse no mercado residencial do país, o qual continua a ser visto como uma aposta segura em momentos de turbulência social, política e económica como a atual".

Pois foi no Funchal (ilha da Madeira) e em Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores) que "as visitas internacionais aos anúncios de casas à venda tiveram maior peso (30% e 27%, respetivamente). Uma em cada cinco pesquisas aos imóveis anunciados no portal do idealista vem do estrangeiro em Viana do Castelo, Faro, Bragança e Castelo Branco (cerca de 20% da procura total em cada cidade)".

"A meio da tabela está o município do Porto, com o interesse internacional por casas à venda a pesar 15% sobre o total da procura", ou seja, metade da do Funchal. "E em Lisboa, as visitas desde o estrangeiro representam 13%. Já Évora, Santarém, Beja e Coimbra são as cidades portuguesas que têm menor peso de visitas internacionais às casas para comprar (entre 9% e 11%), indicam os mesmos dados", refere. 

Portanto, conclui, "em todas as 20 grandes cidades analisadas a procura de habitação para comprar é realizada, sobretudo, desde Portugal, podendo ser levada a cabo quer por portugueses, quer por imigrantes, nómadas digitais, entre outros".