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França e Egipto concordam em garantir transporte marítimo no Mar Vermelho

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Os presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Egito, Abdelfatah al Sisi, concordaram com a importância de garantir a segurança do transporte marítimo pelo Mar Vermelho, no decorrer de uma conversa sobre a evolução da guerra no Irão.

Numa mensagem publicada na sua conta na rede social X, Macron explicou que tinha demonstrado "a solidariedade da França" ao líder egípcio pelo conflito e que ambos concordaram com "a importância" de garantir o mais rapidamente possível a segurança do tráfego marítimo no Mar Vermelho.

"A liberdade de navegação nesta zona fundamental para o comércio mundial, em particular para os recursos energéticos, é essencial para todas as nossas economias", sublinhou o presidente francês.

Para o Egito, o Mar Vermelho é fundamental para o seu comércio externo, mas também porque é a saída oriental do Canal do Suez, que é também uma das suas principais fontes de receita.

A situação no Mar Vermelho é atualmente tensa, sobretudo tendo em conta que é uma das vias de acesso ao estreito de Ormuz, agora fechado pelo Irão, e por onde normalmente transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo.

A França enviou para o Mediterrâneo oriental, na saída oeste do Canal de Suez, o seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e várias fragatas, assim como um porta-helicópteros para ajudar em possíveis operações de repatriação de cidadãos, mas também para proteger países aliados e restabelecer o tráfego marítimo.

Além disso, a presidência do G7, que este ano é exercida pela França, convocou para segunda-feira uma reunião por videoconferência dos ministros das Finanças e dos governadores dos bancos centrais dos países membros para abordar os efeitos económicos da guerra lançada no dia 27 pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Macron e Al Sisi também abordaram a situação do Líbano e o presidente francês enfatizou que é preciso "agir para evitar a escalada a qualquer custo", retornar ao cessar-fogo com Israel e apoiar as forças armadas libanesas, que tinham a missão de desarmar o Hezbollah.

Discutiram igualmente sobre Gaza e a Cisjordânia e, a esse respeito, os dois mandatários consideraram que a guerra no Irão não deve interromper a implementação da segunda fase do plano de paz do presidente norte-americano, Donald Trump.

Solicitaram igualmente a reabertura da passagem fronteiriça de Rafah, entre Gaza e o Egito.