PCP associa-se ao Dia da Mulher e reivindica direitos e igualdade
O Partido Comunista Português (PCP) assinalou, hoje, o Dia Internacional da Mulher, lembrando que a data, comemorada a 8 de Março, foi instituída em 1910 para dar força à luta das mulheres contra a exploração, desigualdades e injustiças, e pela conquista de direitos económicos, sociais, políticos e culturais.
Num comunicado remetido este domingo às redacções, PCP, “em Portugal esta data está associada à luta de sucessivas gerações de mulheres que integraram o movimento de resistência e oposição ao fascismo, pela liberdade e democracia”.
O partido recorda ainda a realização, há 40 anos, da Conferência Nacional do PCP “A Emancipação da Mulher no Portugal de Abril”, evidenciando a importância da emancipação feminina no seu projecto político.
O comunicado alerta para os desafios actuais, referindo que “as opções neoliberais da política de direita e da agenda reaccionária do Governo PSD/CDS e da maioria que o sustenta na Assembleia da República – IL e Chega – representam novos perigos para os direitos das mulheres enquanto trabalhadoras, mães e cidadãs”. O PCP aponta como exemplos: a precariedade laboral, desigualdade salarial, retrocessos na maternidade e conciliação entre vida profissional e pessoal, bem como a falta de apoio a reformadas e idosas.
O partido afirma ainda que “as mulheres precisam de mudanças nas suas vidas que lhes proporcionem viver, estudar e trabalhar com qualidade de vida, usufruindo plenamente dos seus direitos plasmados na Constituição da República”. Entre as soluções defendidas estão a ampliação da licença de maternidade e paternidade, a criação de mais vagas no pré-escolar, redes públicas de creches e equipamentos de apoio a idosos, incluindo lares.
O PCP reafirma, no comunicado, o compromisso de prosseguir a sua intervenção política e institucional na prevenção e combate à violência contra as mulheres e na promoção de políticas que assegurem igualdade e melhores condições de vida e trabalho.