Carneiro defende “projecto de interesses comuns” para Madeira e Açores
Secretário-geral do PS defende autonomia reforçada e projectos de interesse comum
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, apresentou hoje, no Edifício da Reitoria da Universidade da Madeira — Colégio dos Jesuítas — a sua recandidatura à liderança do PS, numa sessão dirigida aos militantes socialistas madeirenses. O actual líder do partido apresentou a moção de estratégia global intitulada Contamos Todos.
À imprensa, José Luís Carneiro explicou que a sua moção inclui um capítulo dedicado às regiões autónomas da Madeira e dos Açores, defendendo “uma estratégia de interesses comuns que possa responder às necessidades fundamentais do desenvolvimento regional, nomeadamente nos transportes, mobilidade, agricultura, pescas e turismo”.
O secretário-geral destacou ainda exemplos de boas práticas de cooperação entre governo central e regional, citando o novo hospital da Madeira: “O governo, a administração central, financiou com 50% e o governo regional com outro 50%. É uma
Questionado sobre a participação dos municípios e freguesias, José Luís Carneiro sublinhou que os recursos financeiros nacionais, europeus e da política fiscal, assim como entidades ligadas aos sectores da economia, devem ser mobilizados localmente: “Para além do poder regional, da Região Autónoma da Madeira, devem estar envolvidos os municípios e as freguesias, por forma a que a estrutura de poder regional não seja um obstáculo à mobilização de recursos de cada um dos territórios desta região.”
O secretário-geral reforçou a importância das autonomias como expressão da democracia e da identidade nacional: “As autonomias são a melhor expressão de Portugal no Atlântico. Os Açores e a Madeira têm de assumir uma participação qualificada, preponderante e de destaque nesse grande desígnio nacional que é o Mar.” Entre as propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Regionais e a criação de programas específicos para cada região no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, garantindo poder de decisão sobre prioridades e afectação de recursos.