Marítimo, ainda não será desta vez?

Marítimo, apesar de terem atirado a tua equipa para o 2.º escalão do futebol português, pensamos que continuas sendo o maior clube insular de Portugal.

De modo que, mereces da parte de quem te serve, nomeadamente de jogadores e técnicos, um esforço redobrado para recolocar a tua equipa de futebol no lugar de onde nunca deveria ter saído.

Calculamos que, para a tua massa associativa e adepta, sempre presente em qualquer campo que a tua equipa jogue, tem sido uma tremenda frustração, uma profunda tristeza ver a sua equipa a se arrastar nos campos de futebol pelos quatro cantos do país, como aconteceu nestas últimas épocas.

Esta temporada, apesar da maioria dos jogos em casa a tua equipa não ter ganho, caso que, provavelmente, possa não ser inédito, é, contudo, extremamente invulgar e paradoxal, as vitórias que tem alcançado fora, aliadas a exibições indiscutivelmente superiores as das últimas épocas e que têm catapultado a equipa para o cimo da tabela, tem feito renascer no coração clubístico dos teus sócios e adeptos a esperança de que este ano será a época da subida.

Porém, a descrença começa a voltar após o resultado com o último classificado, de novo em casa, agravada pela disparatada derrota em Viseu.

Uma equipa tendo conhecimento que, um empate permitiria manter a distância de seis pontos sobre o seu adversário, segundo classificado, e aumentar de 10 para 11 sobre o outro clube que luta também para subir de divisão e vai descontroladamente para o ataque, deixando a defesa aberta e guarda-redes desamparado a 2 minutos do fim do jogo é de uma infantilidade, inconsciência e irresponsabilidade de bradar aos céus.

Por mais sabendo - ou tendo a obrigação de saber - que o adversário tinha e tem o melhor ataque da 2.ª Liga.

Nos próximos jogos, o Marítimo recebe o Porto B, 3.º classificado e que vem de uma vitória em Torres Vedras por 0-3 e desloca-se a Leiria, enquanto o seu mais direto adversário vai a Chaves, num jogo a porta-fechada, e recebe o Leixões.

O cenário não é dos mais animadores, mormente se pensarmos que o Estádio dos Barreiros ou do Marítimo, como se lhe queira chamar, tem sido o cemitério dos resultados e das aspirações do clube verde-rubro ao longo destas penosas épocas que milita na 2.ª Liga.

Sabemos que ainda faltam muitos jogos, existem muitos pontos em disputa, mas é de toda a conveniência alertar que se o Marítimo quiser subir de divisão - onde é o seu lugar - os jogos nos Barreiros têm de ser encarados ou com um sistema de jogo adequado ou com uma mentalidade ganhadora diferente, pois são jogos para ganhar, admitindo uma ou outra exceção, como é natural em futebol.

E o que se passou em Viseu jamais poderá ser repetido.

O Marítimo – em nossa modesta opinião - tem uma boa equipa, está a ser globalmente bem orientada, logo é incompreensível certos maus resultados e comportamentos.

Esta época, pelo que temos visto nos seus adversários, o Marítimo tem todas as probabilidades de chegar ao escalão principal do futebol português.

Vamos lá rapazes, jogai com ritmo, jogai com alma, salvai o Marítimo!

Juvenal Pereira