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Guerra no Irão Mundo

Presidente iraniano agradece apoio da Rússia durante conversa com Putin

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O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, agradeceu hoje, durante uma conversa como o homólogo russo, a solidariedade da Rússia para com a nação iraniana, enquanto Vladimir Putin transmitiu as condolências pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei.

O Kremlin (presidência russa) divulgou que Putin reiterou as condolências de Moscovo pelo morte de Ali Khamenei, e da sua família, durante a operação israelo-americana em curso no Irão, e manifestou ainda apoio a um cessar-fogo imediato.

"A posição de princípio da Rússia sobre a necessidade de uma cessação imediata das hostilidades foi reafirmada", realçou a presidência russa, acrescentando que Vladimir Putin apelou a um "regresso ao caminho de uma solução política e diplomática".

Pezeshkian, por sua vez, agradeceu a Putin a solidariedade da Rússia para com a nação iraniana, que "defende a soberania e a independência" do seu país.

Esta é a primeira conversa telefónica entre os dois líderes desde o início da ofensiva israelita e norte-americana contra a República Islâmica.

O telefonema entre os governantes foi divulgado no mesmo dia em que o jornal norte-americano Washington Post divulgou que os serviços de informações e inteligência da Federação Russa estão a dar ao Irão dados sobre a localização de forças e meios militares dos Estados Unidos da América no Médio Oriente.

Em 01 de março, Putin enviou um telegrama de condolências a Pezeshkian, classificando a morte de Khamenei como uma "violação cínica" de todas as normas.

Putin observou hoje que está em contacto constante com os líderes do Conselho de Cooperação do Golfo.

Pezeshkian, por sua vez, agradeceu à Rússia pela solidariedade e forneceu a Putin informações detalhadas sobre a fase atual do conflito.

As partes acordaram em manter contacto através de diversos canais.

Segundo o Washington Post, Moscovo tem fornecido a Teerão informações sobre os alvos específicos na região do golfo Pérsico e noutras áreas, citando três fontes ligadas ao setor.

Já o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, declarou que o conflito entre israelo-americano contra a República Islâmica iraniana não é guerra sua e que a Rússia deve dedicar-se as seus próprios interesses.

Moscovo condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o aliado Irão, mas evitou entrar críticas mais latas ao presidente norte-americano, Donald Trump, algo vários analistas interpretaram como forma de o Kremlin manter poder negocial face a Washington em relação à guerra na Ucrânia.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, alegadamente motivado pela inflexibilidade do regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio, no âmbito do programa nuclear, que afirmavam destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.