Emirados registam três mortos e 112 feridos em ataques iranianos desde início da ofensiva
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) indicaram hoje que a retaliação iraniana à ofensiva iniciada no sábado passado pelos Estados Unidos e Israel causou três mortes e 112 feridos no país, mais 18 do que na quinta-feira.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU indicou que, só hoje, os sistemas de defesa aérea do país detetaram nove mísseis balísticos disparados a partir do Irão, "todos intercetados e destruídos".
Além disso, as autoridades emiradenses adiantaram terem detetado hoje 112 drones, dos quais 109 foram intercetados, enquanto outros três atingiram o território nacional.
Desde o início da vaga de ataques iranianos, os EAU denunciam que Teerão lançou 205 mísseis balísticos, dos quais 190 foram destruídos, 13 caíram no mar e dois atingiram território do emirado.
Durante o mesmo período, os sistemas de defesa detetaram 1.184 drones iranianos, dos quais 1.110 foram intercetados, enquanto 74 atingiram território do país.
O ministério indicou ainda que as vítimas mortais e os feridos são de origem emiradense, egípcia, etíope, filipina, paquistanesa, iraniana, indiana, bangladeshiana, cingalesa, azeri, iemenita, ugandesa, turca, libanesa e eritreia, entre outras.
O Ministério da Defesa dos EAU afirmou ainda estar "totalmente preparado e disposto para enfrentar qualquer ameaça e responder com firmeza a tudo o que vise desestabilizar a segurança do Estado, de modo a garantir a preservação da sua soberania, segurança e estabilidade e proteger os seus interesses e capacidades nacionais".
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
O conflito afetou os mercados internacionais de petróleo e gás, de transporte de mercadorias e passageiros, e o setor do turismo na região fazendo recear uma crise da economia global.