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Guerra no Irão Mundo

Trump promete medidas rápidas para travar subida de preços de combustíveis

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje tomar rapidamente medidas para travar a subida do preço do petróleo e dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente.

"Estão iminentes novas medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo e os preços do petróleo parecem ter praticamente estabilizado", declarou o presidente num evento na Casa Branca.

Os preços do crude dispararam desde o início do conflito, no sábado, para máximos de quase dois anos, mas Trump classificou hoje o aumento dos preços dos combustíveis como um "pequeno desvio".

"Ontem (quarta-feira), o meu governo anunciou medidas decisivas para ajudar a manter os preços do petróleo baixos, incluindo a oferta de seguros contra riscos políticos para os petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico, como sabem, um território bastante perigoso", acrescentou o Presidente norte-americano.

A cotação do petróleo Brent para entrega em maio terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 4,93% e superou os 85 dólares por barril.

A forte subida do crude do Mar do Norte, foi atribuída ao renovar das preocupações com o fornecimento de petróleo do Médio Oriente, devido aos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, a que este país respondeu com ataques contra países vizinhos, incluindo contra refinarias.

Reforçando a mensagem transmitida nos últimos dias pelas forças norte-americanas e israelitas, Trump afirmou que a capacidade militar iraniana foi fortemente reduzida e referiu que Teerão está a procurar negociar um fim dos ataques.

"A marinha deles desapareceu. Vinte e quatro navios em três dias. É muita coisa. A artilharia antiaérea desapareceu; todos os aviões desapareceram; as comunicações desapareceram; os mísseis desapareceram; os lançadores desapareceram: 60% e 64%, respetivamente. Tirando isso, estão muito bem", ironizou o Presidente norte-americano.

Trump afirmou ainda que as autoridades iranianas lhe estão a telefonar para tentar travar os ataques contra o território iraniano: "Perguntam: 'Como podemos chegar a um acordo?' E digo que estão um pouco atrasados e que queremos lutar com mais afinco do que eles", declarou.

 O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, foi atacado. 

"Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos (EUA)", acrescentou Araghchi à NBC News.

Em Washington, Trump reiterou o seu apelo para que os membros da Guarda Revolucionária Iraniana, do Exército e da Polícia "deponham as armas". 

"Instamos também os diplomatas iranianos de todo o mundo a procurarem asilo e a ajudarem-nos a construir um Irão novo e melhor, com grande potencial", observou.

Também hoje e numa entrevista telefónica com a ABC News, Trump, elogiou o desempenho das forças armadas norte-americanas no Irão e defendeu que as pessoas não devem preocupar-se com o que pode seguir-se ao conflito.

"Estão devastados por um período de 10 anos antes de poderem reconstituir-se", disse o Presidente, referindo-se à reduzida capacidade militar do Irão após os ataques iniciados a 28 de fevereiro com a eliminação do Líder Supremo, o 'ayatollah' Ali Khamenei. 

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.