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Madeira

Jorge Santos discorda da sugestão de Rui Marques

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Foto Rui Silva / ASPRESS

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava saiu em defesa dos interesses do concelho face à proposta de reorganização da circulação rodoviária na saída do túnel da Ribeira Brava. Contactado pelo DIÁRIO, Jorge Santos considera que qualquer alteração naquele ponto da rede viária tem de ser precedida de um estudo técnico rigoroso.

Rui Marques defende solução para melhorar circulação no Oeste

O presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol admitiu que a reorganização da circulação na saída do túnel da Ribeira Brava poderá causar alguns constrangimentos dentro da vila, mas considera que a solução é necessária para melhorar a mobilidade e garantir maior segurança às populações da Ponta do Sol e da Calheta. As declarações foram feitas por Rui Marques à margem da inauguração do restaurante Fontes do Horácio, no Lugar de Baixo.

O autarca reconhece que a mobilidade no eixo Oeste levanta dificuldades que não podem ser ignoradas. “Temos plena consciência de que o trânsito na zona Oeste carece de maior fluidez, quer por razões de comodidade, quer sobretudo por razões de segurança dos residentes nestes concelhos e de todos aqueles que ali circulam diariamente”, começa por enquadrar, lembrando contudo que uma preocupação legítima como esta exige ponderação e responsabilidade nas decisões a tomar.

Nesse sentido, defende que medidas com impacto directo na circulação não podem resultar de abordagens empíricas ou de soluções avançadas sem base técnica. Quando se fala de mobilidade e segurança rodoviária, observa, estão em causa “decisões estruturais, com impacto directo na vida das pessoas”, razão pela qual entende ser indispensável um estudo técnico criterioso, independente e devidamente fundamentado que avalie impactos, alternativas e consequências.

Jorge Santos sublinha também que a Ribeira Brava não pode ser tratada apenas como um corredor de passagem no sistema rodoviário regional. “A Ribeira Brava não pode ser vista nem tratada apenas como zona de passagem”, sustenta, lembrando que o concelho tem dinâmica própria e que os ribeira-bravenses têm direito à salvaguarda dos seus interesses, numa clara mensagem de que a solução para uns não pode significar a penalização de outros.

A posição surge num contexto em que comerciantes da vila têm vindo a alertar para o facto de a Ribeira Brava estar cada vez mais transformada num simples ponto de atravessamento rodoviário, receando que alterações deste tipo possam agravar ainda mais essa realidade.

O presidente da autarquia recorda igualmente que o concelho enfrenta há vários anos constrangimentos rodoviários estruturais que continuam por resolver e que não dependem do município. Entre eles aponta o nó do Campanário, intervenção que considera prioritária e cuja concretização continua pendente.

Apesar das reservas, Jorge Santos garante disponibilidade para o diálogo institucional, defendendo que a autarquia está sempre disponível para colaborar na construção de soluções equilibradas, desde que sejam tecnicamente sustentadas e respeitem o interesse público.

A reacção surge depois de o presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, Rui Marques, ter admitido publicamente a possibilidade de alterar o funcionamento da rotunda situada à saída do túnel da Ribeira Brava.

Falando à margem da inauguração do restaurante Fontes do Horácio, no Lugar de Baixo, o autarca explicou que a proposta passa por reorganizar os sentidos de circulação naquele ponto para aumentar a fluidez do trânsito no principal eixo rodoviário que liga o Funchal à Ponta do Sol e à Calheta.

Segundo Rui Marques, a ideia passa por eliminar o actual funcionamento da rotunda e separar os fluxos de trânsito nas duas margens da ribeira. “Quando digo anular a rotunda não é deixá-la sem função, é apenas anular o sentido de rotunda”, explicou, descrevendo uma solução que permitiria a quem segue pela via rápida entrar directamente no túnel para a Ponta do Sol, enquanto quem sai do túnel poderia optar por descer para a vila ou subir para a via rápida sem ter de parar.

No caso de quem vem do Funchal e pretende entrar na vila da Ribeira Brava, o acesso passaria a ser feito através da rotunda situada junto à zona da Repsol.

O autarca da Ponta do Sol admitiu que a alteração poderá provocar algum incómodo na circulação local, mas entende que o impacto deve ser ponderado face às necessidades de mobilidade das populações mais a Oeste, lembrando que, em períodos de maior tráfego, as dificuldades de circulação podem até comprometer o socorro às populações da Ponta do Sol e da Calheta.

Agora o colega da Ribeira Brava diz que amigos, amigos, concelhos à parte.