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Madeira

Rui Marques defende solução para melhorar circulação no Oeste

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O presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol admitiu que a reorganização da circulação na saída do túnel da Ribeira Brava poderá causar alguns constrangimentos dentro da vila, mas considera que a solução é necessária para melhorar a mobilidade e garantir maior segurança às populações da Ponta do Sol e da Calheta. As declarações foram feitas por Rui Marques à margem da inauguração do restaurante Fontes do Horácio, no Lugar de Baixo.

Segundo explicou, a proposta resulta de um entendimento entre os autarcas da zona Oeste. “Isto é uma solução que foi concertada entre os três presidentes de Câmara: eu, a Doroteia [Leça] e o Jorge [Santos]”, afirmou.

O autarca social-democrata reconhece que a alteração poderá ter impacto na circulação dentro da vila da Ribeira Brava, mas considera que a prioridade deve ser garantir fluidez no principal eixo rodoviário que serve dois concelhos do Oeste. “Reconhecemos que pode causar algum transtorno à circulação interior da vila da Ribeira Brava, mas temos que ter em conta que há dois concelhos que, no verão, quando há trânsito intenso, podem ver o socorro à população comprometido”, sublinhou.

A solução em análise passa por alterar o funcionamento da rotunda à saída do túnel da Ribeira Brava, reorganizando os sentidos de circulação. “Quando digo anular a rotunda não é deixá-la sem função, é apenas anular o sentido de rotunda”, explicou.

Na prática, a proposta prevê separar os fluxos de trânsito nas duas margens da ribeira, permitindo maior fluidez na ligação entre a via rápida e o túnel para a Ponta do Sol: “Quem vem da via rápida para a Ribeira Brava entra diretamente no túnel para a Ponta do Sol e quem sai do túnel da Ribeira Brava tem duas opções: ou desce para a vila ou sobe para a via rápida sem ter de parar numa rotunda”, referiu.

Para quem se desloca do Funchal com destino à vila da Ribeira Brava, o acesso passaria a ser feito através da rotunda da zona da Repsol. “Quem quiser ir para a Ribeira Brava e vier do Funchal sai na rotunda da Repsol e faz o circuito para a vila”, acrescentou.

Apesar de reconhecer algum incómodo para a circulação local, Rui Marques considera que a medida se justifica face às dificuldades enfrentadas diariamente por quem vive mais a Oeste. “Reconhecemos que pode causar algum transtorno, mas penso que esse sacrifício compensa face ao esforço que as populações da Ponta do Sol e da Calheta fazem todos os dias para chegar ao Funchal”, afirmou.

O autarca referiu ainda que está a ser estudada uma solução para a futura via rápida que possa beneficiar as zonas intermédias dos concelhos da Ribeira Brava e da Ponta do Sol. A ideia, segundo disse, passa por colocar o traçado numa cota superior à da actual via expresso, permitindo melhorar o acesso a localidades.

Rui Marques abordou também a necessidade de reforçar a oferta de estacionamento no Lugar de Baixo, nomeadamente na zona da marina. Embora ainda não exista um estudo definitivo, o presidente da Câmara da Ponta do Sol admite a possibilidade de criação de novos lugares. “Se conseguirmos ganhar ali, na zona mais a este da marina, cerca de 50 lugares de estacionamento, já será uma mais-valia para o Lugar de Baixo”, concluiu.