Responsáveis de Teerão aceleram escolha de novo 'líder supremo'
Os responsáveis do regime conservador xiita do Irão estão a acelerar o processo de eleição do novo 'líder supremo' da República Islâmica, após a morte de Ali Khamenei, apesar das ameaças de Israel de torná-lo um "alvo a abater".
"Estamos fazer o nosso melhor", disse à televisão estatal iraniana o membro da Assembleia de Peritos Ahmad Khatami, um dos elementos daquele órgão responsável pela seleção do sucessor do "ayatollah".
Khatami afirmou que "se Deus quiser, o líder será nomeado o mais breve possível".
"Estamos perto de uma decisão, mas a situação é de guerra", continuou, admitindo alguma demora.
Desde sábado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) têm bombardeado, juntamente com as forças armadas dos Estados Unidos da América (EUA), vários alvos no Irão, afirmando que as operações visam destruir arsenais e instalações de produção de mísseis balísticos e depor o regime instaurado em 1979.
Na primeira onda de ataques contra Teerão morreram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo o então 'líder supremo', Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.
Teerão respondeu com ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait, bem como ameaças a navios no estreito de Ormuz.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques aéreos israelo-americanos já fizeram 787 mortos desde sábado.
Os EUA confirmou a morte de seis militares norte-americanos, enquanto Israel divulgou terem morrido cerca de uma dezena de pessoas nos contra-ataques iranianos.
Israel e EUA justificaram a ofensiva militar com ameaças iminentes do Irão, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano, sob patrocínio de Omã, em Genebra.