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Guerra no Irão Mundo

Trump antecipa que guerra não durará "muito mais tempo"

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FOTO Yuri Gripas ; POOL/EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que a guerra contra o Irão não durará "muito mais tempo" e que o Estreito de Ormuz se reabrirá "automaticamente" depois do conflito.

"Não vamos ficar lá (Irão) muito mais tempo. Neste momento, estamos a ganhar", declarou Trump em entrevista por telefone ao tabloide The New York Post.

Segundo Trump, os Estados Unidos não terão de permanecer no Irão "por muito mais tempo", embora haja "ainda trabalho a fazer para eliminar as suas capacidades ofensivas, sejam quais forem as que ainda subsistam".

O Presidente norte-americano insistiu que a ofensiva norte-americana e israelita, alegadamente para impedir a República Islâmica de representar uma ameaça militar e nuclear para a região, "devastou o país" e que Teerão "já não tem forças".

Relativamente ao Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra passava um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural, opinou que "reabrirá automaticamente" depois do conflito.

O Irão "não terá armas nucleares" e "quando sairmos, o estreito reabrirá automaticamente", enfatizou, quando passa já mais de um mês desde o ataque de 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que desencadeou o conflito.

A Casa Branca afirmou na segunda-feira que o Presidente mantém uma previsão de quatro a seis semanas para as operações militares, visando alcançar todos os seus objetivos na guerra contra o Irão.

Trump, o secretário da Defesa Pete Hegseth e membros do governo republicano declararam vitória e afirmaram que estão cada vez mais próximo de atingir os seus objetivos de acabar com o programa nuclear iraniano, destruir os seus mísseis balísticos e a sua marinha, e desmantelar a sua capacidade de produção de armas.

Na segunda-feira, o Presidente declarou na rede social Truth que o seu país "está em negociações sérias com um novo regime mais razoável" no Irão, reiterando ao mesmo tempo as suas ameaças contra as instalações elétricas e petrolíferas da República Islâmica "caso não seja alcançado um acordo em breve".

Por sua vez, a Guarda Revolucionária iraniana declarou que vai atacar a partir de quarta-feira os escritórios das empresas tecnológicas norte-americanas no Médio Oriente - incluindo a Microsoft, a Apple e a Google - e classificando-as como "empresas terroristas de espionagem".

Os Estados ricos em petróleo da região têm sido alvo de centenas de mísseis e 'drones' iranianos desde o lançamento da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, enquanto as exportações de hidrocarbonetos são afetadas pelo encerramento do estreito de Ormuz por Teerão.

Na segunda-feira, uma comissão parlamentar iraniana aprovou um plano para impor taxas de passagem aos navios que transitam pelo estreito estratégico.

O Paquistão e a China apresentaram hoje uma proposta para um cessar-fogo da guerra no Irão, reabertura o estreito de Ormuz e início de conversações de paz em toda a região do Médio Oriente.

A proposta, de cinco pontos, foi discutida durante uma visita a Pequim do ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Ishaq Dar, para se reunir com o homólogo chinês, Wang Yi.

Esta iniciativa pretende servir de linha orientadora aos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra e restaurar a estabilidade na região, incluindo a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o abastecimento global de petróleo.

A agência de notícias oficial chinesa Xinhua disse que a proposta exige a suspensão imediata das hostilidades, o início das negociações de paz o mais rapidamente possível, a garantia da segurança dos alvos não militares e também da navegação.

O Paquistão está a intensificar os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra, depois de ter recebido os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia no fim de semana passado e de ter indicado que espera acolher negociações entre os Estados Unidos e o Irão nos próximos dias.