Netanyahu ordena ocupação de mais território no sul do Líbano
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que "ordenou a expansão da zona de segurança existente" no sul do Líbano, o que levará a uma maior ocupação militar israelita do país vizinho.
"Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", acrescentou Netanyahu, que prometeu "mudar radicalmente" a situação no norte do país, região fronteiriça com o Líbano.
Segundo o chefe do governo de Israel, o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, ainda conserva "uma capacidade residual de lançar 'rockets'".
Netanyahu indicou outras áreas ocupadas pelo exército israelita como exemplos de como "a face do Médio Oriente" e a segurança de Israel mudaram.
"Estamos a tomar a iniciativa, estamos a atacar e criámos três cinturões de segurança em território inimigo. Na Síria, desde o topo do Monte Hermon até Yarmouk. Em Gaza, em mais de metade da Faixa", referindo-se ao destacamento de tropas ao longo da Linha Amarela, medida que devia ser temporária no âmbito do acordo de cessar-fogo em vigor.
"O Irão já não é o mesmo Irão, o Hezbollah já não é o mesmo e o Hamas já não é o mesmo Hamas. Já não são exércitos terroristas que ameaçam a nossa existência; são inimigos derrotados que lutam pela sua sobrevivência", salientou Netanyahu, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.
Telavive voltou a realizar ataques aéreos no Líbano depois de o Hezbollah ter disparado 'rockets' em direção ao norte de Israel em 02 de março, em solidariedade com o Irão, alvo de uma ofensiva conjunta de forças israelitas e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.
Mais de 1.200 pessoas já morreram devido à guerra em curso entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa os 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Entre os mortos estão 52 profissionais de saúde, de acordo com a agência noticiosa norte-americana Associated Press, que dá conta igualmente de mais de um milhão de libaneses deslocados devido ao conflito.