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Guerra no Irão Mundo

Exército iraniano anuncia ter atacado um navio norte-americano perto de um porto de Omã

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Foto AFP

O exército iraniano anunciou hoje ter atacado um navio de apoio logístico norte-americano perto do porto de Salalah, um dos principais do sultanato de Omã.

"Um navio de apoio logístico ao agressivo exército norte-americano foi alvejado pelas forças armadas da República Islâmica do Irão a uma distância considerável do porto de Salalah, em Omã", declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando militar central do Irão, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

"Tal como anunciámos anteriormente, a soberania nacional do país irmão e amigo Omã é respeitada pela República Islâmica do Irão", sublinhou Zolfagari.

O porta-voz militar indicou ainda que outro avião-tanque norte-americano, na base aérea de al-Kharj, na Arábia Saudita -  mais conhecida como a Base Aérea Prince Sultan (PSAB), situada aproximadamente a 70 quilómetros a sul de Riade -, foi atingido na sexta-feira por mísseis da Guarda Revolucionária.

Até agora, os Estados Unidos não fizeram qualquer comentário ao alegado ataque.

Segundo informou o diário The Wall Street Journal, pelo menos doze militares norte-americanos ficaram feridos na sexta-feira, após um ataque à base aérea de al-Kharj, que provocou danos em aeronaves militares dos Estados Unidos.

Os ataques ocorrem num contexto de crescente tensão na região, relacionada com a ofensiva coordenada entre os Estados Unidos e Israel em território iraniano, que completa hoje precisamente um mês (28 de fevereiro).

A guerra resultou em ataques iranianos contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.

Washington e Teerão iniciaram conversações indiretas com mediação do Paquistão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que, para dar espaço às negociações, adiou até 06 de abril o ultimato dado ao Irão para desbloquear o estreito de Ormuz, ameaçando, caso contrário, destruir as suas centrais elétricas.

A guerra, que já causou a morte de pelo menos treze soldados norte-americanos e disparou o preço da gasolina, é impopular nos Estados Unidos, onde Trump fez campanha a favor de manter o país afastado de conflitos externos, e acentuou a divisão entre Washington e os seus parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).