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Madeira

Latas de marmelada da Venezuela escondiam 20 quilos de cocaína há 29 anos

No 'Canal Memória' de hoje recorde aquela que foi a maior apreensão de droga "de sempre"

A 27 de Março de 1997 uma das notícias em destaca na edição impressa do DIÁRIO de Notícias da Madeira dava conta da  "maior apreensão de droga na Madeira".

Na rubrica 'Canal Memória' de hoje, conheça ou recorde a operação Milho Frito, que apreendeu um total de vinte quilos de cocaína, avaliados em meio milhão de contos. 

Foi uma das mais emblemáticas operações de combate ao narcotráfico realizadas no arquipélago. O caso remonta a 1997, quando a Polícia Judiciária do Funchal desmantelou uma rede internacional e apreendeu 20 quilos de cocaína pura na freguesia da Quinta Grande, no concelho de Câmara de Lobos.

Na altura, o DIÁRIO de Notícias da Madeira relatava que a droga fora encontrada “dissimulada em 18 latas de compota de fruta”, integradas num contentor proveniente da Venezuela. A operação, conduzida com discrição, culminou numa intervenção cirúrgica das autoridades apenas no momento em que o carregamento foi aberto numa residência local.

Designada Milho Frito, a investigação teve a duração de várias semanas e envolveu vigilâncias apertadas. Conforme noticiado pelo jornalista Juan Fernandez na página 28 da edição 48.937 do DIÁRIO, os suspeitos foram “vigiados e fotografados durante vários dias”, recorrendo a cabinas telefónicas públicas para evitar escutas.

As autoridades acreditavam já então estar perante uma estrutura altamente organizada. Em declarações à época, o responsável da PJ do Funchal sublinhava que “a droga não se destinava a consumo interno”, servindo a Madeira como plataforma de trânsito para outros mercados internacionais.

O caso destacou também métodos sofisticados de ocultação. Segundo foi explicado, o uso de latas de compota era um expediente conhecido: “os traficantes adquirem latas vazias (…) e colam-nas nas latas falsas”, dificultando a detecção pelas autoridades.

A operação resultou em várias detenções e abriu caminho a investigações mais amplas, incluindo a possibilidade de ligações a outras redes internacionais. “Trata-se de um grupo altamente profissional”, referia a Polícia Judiciária, admitindo ainda que a droga teria percorrido vários países antes de chegar à Madeira.

Considerada, à época, a maior apreensão de droga na Região, a operação contou com a colaboração de várias entidades, desde a Direcção Central de Investigação ao Ministério Público e à Alfândega do Funchal.

Confira o artigo na íntegra: 

Na mesma edição, o DIÁRIO dava também conta de um episódio insólito, ocorrido na freguesia do Arco da Calheta, que rapidamente se tornou tema de conversa pela sua natureza caricata. O caso envolveu uma criança, vítima de um atropelamento à saída da carrinha escolar, no sítio da Fajã. Segundo foi relatado na altura pelo jornalista J. Ribeiro, o menino “atravessou inadvertidamente a estrada”, sendo atingido por um veículo, o que lhe provocou “a fractura da perna esquerda, junto ao tornozelo”.

Transportado ao Hospital do Funchal após diagnóstico inicial no Centro de Saúde da Calheta, o jovem paciente regressaria a casa já com a perna engessada. No entanto, pouco depois, continuava a queixar-se de dores intensas, levando a mãe a descobrir o erro inesperado: “o gesso (…) estava colocado na perna direita”.

Perante a situação, a criança teve de regressar ao Hospital da Cruz de Carvalho para a correcção do engano, num episódio que, pela sua natureza, fez recordar, cmo o próprio jornalista escrevia “a ‘canção do 31’, do já falecido Max”, numa alusão a situações de confusão e absurdo.

Confira o artigo na íntegra: