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Madeira

Resposta à sobrelotação do Serviço de Urgência passa por camas de retaguarda

A secretária regional de Saúde e Protecção Civil vincou, esta manhã, que as equipas já estão no terreno com objectivo de agilizar uma solução para as altas clínicas e a falta de camas no internamento

Micaela Freitas participou na sessão de abertura das I Jornadas de Investigação em Enfermagem do SESARAM
Micaela Freitas participou na sessão de abertura das I Jornadas de Investigação em Enfermagem do SESARAM, Foto ML

A resposta à sobrelotação do Serviço de Urgência e à falta de vagas no internamento do Hospital Dr. Nélio Mendonça passa, em certa medida, pela constituição de camas de retaguarda, aumentando a capacidade para os utentes com alta clínica que ocupam, neste momento, camas do Serviço Regional de Saúde (SESARAM). 

"É um modelo que não está a ser pensado só pela Saúde. É um modelo que é conjunto, Saúde e Social, e que nós em breve daremos notícias. Pensamos nós que boas notícias para também encontrar mais uma solução, mais uma resposta. Não será com certeza ainda a resposta que responda a todas as situações, mas temos que fazer todos nós o nosso trabalho", sustentou Micaela Freitas.

Além de apontar o reforço do número de enfermeiros, que aconteceu no passado mês de Fevereiro, a secretária regional de Saúde e Protecção Civil vincou o trabalho colaborativo com a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, no âmbito das valências sociais, para aumentar o leque de respostas aos utentes e às suas famílias, sobretudo no momento da alta, evitando a sobrecarga dos serviços hospitalares. 

Mas esse "trabalho diário" que Micaela Freitas destaca tarda em mostrar resultados, já que esta semana mais de 70 enfermeiros do Serviço de Urgência voltaram a pedir escusa de responsabilidade, perante o que dizem ser a falta de condições para um exercício da profissionão em segurança e com qualidade, depois de em Janeiro ter ocorrido uma situação semelhante. 

Agora, além de enfermeiros, houve, também, médicos a apresentar pedido semelhante. 

Neste momento, são cerca de 320 as altas clínicas no SESARAM, apontou a governante, reforçando, ainda assim, que "ninguém fica com falta de cuidados devido a estas situações", notando o "esforço acrescido" dos profissionais para que assim seja.