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Guerra no Irão Mundo

China aponta existência de "sinais" iranianos a favor de negociações de paz

Foto lev radin / Shutterstock.com
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O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, referiu a existência de "sinais" por parte do Irão a favor de negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, os quais constituem, "uma luz de esperança".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, passou, nos últimos dias, de ameaçar uma escalada da sua guerra contra o Irão para anunciar conversações com a República Islâmica. A afirmação foi, no entanto, energicamente desmentida por Teerão.

"Os Estados Unidos e o Irão emitiram ambos sinais a favor de negociações, deixando entrever uma luz de esperança para a paz", declarou na quarta-feira Wang Yi, durante uma chamada telefónica com o homólogo egípcio, Badr Abdelatty.

"A comunidade internacional deve incentivar ativamente as partes em conflito a encetar o diálogo. A partir do momento em que se começa a falar, a paz volta a ser possível", sublinhou, segundo um comunicado do seu ministério.

Wang Yi não especificou a que "sinais" iranianos se referia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou ainda na quarta-feira que o Irão não tem "intenção de negociar", mas sim de "continuar a resistir".

Persistem muitas incertezas quanto à eventualidade de negociações entre Teerão e Washington.

Donald Trump continua a afirmar que está a decorrer um diálogo. "Eles estão a negociar e querem mesmo fechar um acordo, mas têm receio de o dizer", afirmou Trump.

Numa chamada telefónica distinta com o homólogo turco, Hakan Fidan, também na quarta-feira, o chefe da diplomacia chinesa declarou que "a prioridade absoluta" continua a ser "promover ativamente as conversações de paz".

Wang Yi saudou o "papel construtivo" desempenhado por Ancara para "favorecer a retoma das negociações", segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

A China, parceira económica e política do Irão, condenou firmemente os ataques norte-americanos e israelitas contra Teerão. Criticou também, de forma implícita, os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do estreito de Ormuz.