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Madeira

Madeira foi a única região onde avaliação bancária da habitação baixou

Em Fevereiro face a Janeiro de 2026. Ainda assim, na média dos apartamentos e das moradias, a Região continua a ocupar quarta posição na tabela das mais altas

Foto Shutterstock
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De acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pela DREM, em Fevereiro de 2026, "o valor mediano de avaliação bancária de habitação na RAM situou-se nos 2.448 euros/m2, registando um decréscimo de 0,1% em relação ao mês precedente (ou seja, menos 2 euros)", sendo a única região do país onde assiste-se a uma quebra mensal. "Em relação ao mesmo mês do ano anterior observou-se uma subida de 17,7% (+368 euros)", realça, sendo que no valor por metro quadrado a região somente fica abaixo de Lisboa, Algarve e Setúbal.

Em específico, "nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária na RAM foi de 2.644 euros/m2, traduzindo uma variação de +0,3% comparativamente a Janeiro de 2026 e de +22,2% face ao mês homólogo", enquanto "nas moradias, este indicador situou-se nos 2.128 euros/m2, valor superior em 1,6% ao observado no mês anterior e +11,5% acima do registado no mesmo mês do ano passado", calcula.

Já a nível municipal, "é de referir que o valor mediano de avaliação bancária no Funchal, em Fevereiro de 2026, se fixou nos 2.800 euros/m2, -0,7% em relação ao mês precedente", mas "+22,9% em comparação com Fevereiro de 2025", acrescenta a DREM.

"Para além do Funchal, e no mês em referência, também ultrapassaram o número mínimo de observações registadas (33) os municípios de Câmara de Lobos e de Santa Cruz, cujos valores de avaliação bancária atingiram os 2.385 euros/m2 e os 2.442 euros/m2, respetivamente", sendo que "Câmara de Lobos observou um decréscimo de 3,5% face ao mês anterior e um acréscimo de 22,6% em relação ao mês homólogo, enquanto Santa Cruz registou uma variação mensal de +0,3% e homóloga de +22,9%".

Refira-se que "o valor mediano de avaliação bancária no País fixou-se nos 2.122 euros/m2, mais 17 euros que no mês anterior (+0,8%)", enquanto "a variação homóloga foi de +17,2% (+312 euros)". E acrescenta: "No contexto das 9 regiões NUTS II do país, os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.233 euros/m2), no Algarve (2.817 euros/m2) e na Península de Setúbal (2.609 euros/m2), surgindo, na posição seguinte, a RAM (2.448 euros/m2). Face ao período homólogo, a Península de Setúbal (+26,0%) registou a maior variação positiva, enquanto a região Centro (+12,9%) apresentou a menor. Comparativamente com o mês anterior, a Península de Setúbal (+1,9%) liderou as subidas, surgindo, no polo oposto, a RAM (-0,1%), como única região com um decréscimo em cadeia."

Curiosamente, "a Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (29,8%), não se tendo verificado qualquer descida" nos apartamentos, mas "comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1,3% em Fevereiro, tendo o Centro registado o maior aumento (3,3%)", enquanto que nas moradias, também a Região Autónoma dos Açores "apresentou o crescimento homólogo mais elevado (18,0%), não se tendo registado qualquer descida" e por comparação com o mês anterior, igualmente os Açores "foi a região com o crescimento mais elevado (2,5%)", diz o INE.

Quanto ao número de avaliações, esclarece a Direção Regional de Estatística da Madeira que "para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária, de Fevereiro de 2026, foram consideradas 590 avaliações, -21,5% que no mesmo período do ano anterior". E "destas, 273 foram de apartamentos e 317 de moradias. Em comparação com o mês anterior, realizaram-se menos 35 avaliações, o que corresponde a um decréscimo de 5,6%. A nível nacional, a variação homóloga do número de avaliações bancárias foi de -15,6%, enquanto a variação em cadeia se fixou em -5,4%", conclui.