Londres autoriza uso de bases para "neutralizar" ataques no estreito de Ormuz
O Governo britânico autorizou os Estados Unidos a utilizarem bases militares do Reino Unido em operações de defesa coletiva na região do estreito de Ormuz, numa resposta aos recentes ataques do Irão.
Um porta-voz do primeiro-ministro, Keir Starmer, referiu que a autorização que permite a utilização de bases britânicas pelas forças norte-americanas abrange "operações defensivas destinadas a neutralizar locais de lançamento de mísseis e meios utilizados nos ataques a navios no estreito de Ormuz".
A decisão foi tomada após uma reunião de ministros na tarde de hoje para analisar os mais recentes desenvolvimentos no Médio Oriente e os "ataques do Irão a navios comerciais desarmados e a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás", bem como o "bloqueio do estreito de Ormuz".
Segundo a mesma fonte, o Governo britânico condenou "a expansão dos alvos iranianos para incluir navios internacionais" e considerou que "os ataques irresponsáveis do Irão, incluindo a navios com a bandeira [britânica] Red Ensign e de aliados e parceiros do Golfo, aumentam o risco de uma crise regional e de agravamento dos impactos económicos a nível global".
Apesar do reforço do apoio militar, os ministros reiteraram que "os princípios da abordagem britânica ao conflito permanecem inalterados", reafirmando o compromisso do Reino Unido em "defender o seu povo, os seus interesses e os seus aliados" de acordo com o direito internacional, mas "sem se deixar arrastar para um conflito mais amplo".
O executivo britânico apelou ainda à "ao desagravamento urgente" da situação e à "rápida resolução da guerra" no Médio Oriente e sublinhou está a trabalhar com parceiros internacionais para elaborar "um plano viável que garanta a segurança da navegação internacional" naquela rota estratégica.
Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.