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Guerra no Irão Mundo

EUA sancionam rede internacional de financiamento do Hezbollah

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou hoje sanções contra 16 membros de uma rede internacional de financiamento do Hezbollah, acusada de branqueamento de capitais e angariação de fundos para a milícia xiita libanesa.

Segundo o Departamento de Tesouro norte-americano, a rede era liderada pelo empresário Alaa Hassan Hamieh, que coordenava um conjunto de empresas com o apoio de familiares e associados.

Estas estruturas, localizadas no Líbano, Síria, Polónia, Eslovénia, Qatar e Canadá, terão permitido o desvio de cerca de 100 milhões de dólares (cerca de 85 milhões de euros) desde 2020.

De acordo com as autoridades norte-americanas, a rede constitui uma fonte "indispensável" de financiamento para o Hezbollah, organização que Washington acusa de continuar a recorrer à violência no Líbano.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, argumentou que o Irão "é a cabeça da serpente" no terrorismo global, acrescentando que grupos aliados como o Hezbollah executam a estratégia de Teerão para "semear o caos e a destruição".

Bessent acusou ainda o Hezbollah de desviar fundos que pertencem ao povo libanês para financiar operações consideradas terroristas.

As sanções visam indivíduos e entidades envolvidos em branqueamento de capitais e angariação de fundos através de empresas e projetos em várias regiões, incluindo o Médio Oriente, a Europa e a América do Norte.

Segundo o comunicado, a medida pretende limitar a capacidade do Hezbollah de gerar receitas e contornar sanções internacionais.

O Hezbollah, aliado do Irão, tem mantido confrontos com Israel, tendo lançado ataques contra território israelita em outubro de 2023, no contexto da guerra em Gaza.

Apesar de um cessar-fogo acordado em novembro de 2024, as hostilidades prolongaram-se e intensificaram-se novamente desde março deste ano, num cenário de crescente instabilidade regional.