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Depressão 'Regina' trará céu muito nublado, neve e vento forte de norte

Serviço Regional de Protecção Civil deixa recomendações à população

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Foto Arquivo

Esta terça-feira, dia 3 de Março, o estado do tempo será influenciado por uma corrente intensa de norte, associada à aproximação da depressão Regina, que se encontrará centrada a leste da Região Autónoma da Madeira. Esta depressão, que irá deslocar-se gradualmente para sudeste, vai condicionar o estado do tempo a partir da manhã de quarta-feira. 

Na quinta-feira, dia 5, está prevista a aproximação e passagem de uma superfície frontal fria, originando céu muito nublado, diminuindo de nebulosidade a partir da tarde.  Estão previstos períodos de  chuva a partir da manhã de quinta-feira, passando a regime de aguaceiros a partir do final da tarde, sobretudo na vertente norte e terras altas. 

Assim, o Serviço Regional de Protecção Civil da Madeira, através de uma nota de imprensa, informa que estão previstos períodos de céu muito nublado, com ocorrência de aguaceiros, em especial na vertente norte e terras altas, precipitação de neve nos pontos mais altos da ilha da Madeira e, ocasionalmente, de granizo, hoje, dia 2 e amanhã, dia 3 e vento forte de norte, com rajadas até 95 km/h, sendo forte a muito forte, com rajadas até 120 km/h nas terras altas, entre até ao dia 4.

Neste sentido, em função das condições meteorológicas é expectável: a possibilidade de queda de ramos ou árvores, arrastamento para as vias rodoviárias de objectos soltos, vem como o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente ficadas, devido a episódios de vento forte, piso rodoviário escorregadio, ocorrência de inundações em zonas urbanas, dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais mais vulneráveis, desmoronamento de muros de suporte ou taludes e galgamentos costeiros. 

O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adopção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas  historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas  preventivas para estas situações, nomeadamente:

• Adoptar medidas de autoprotecção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.

• Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.

• Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.

• Adoptar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte.

• Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.

• Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.

• Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.

• Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.

• Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias.

• Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.

• Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.

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