Dia do Pai
Apesar de algum aproveitamento comercial e demagógico que esta data encerra, é sempre bom que ela se assinale, porque, felizmente, ainda não está tudo perdido e no meio de uma sociedade grandemente mergulhada nas águas turvas dos valores morais, ainda existem os que preservam o carinho, o amor, o respeito, e, sobretudo, a gratidão pelos seus progenitores.
Ainda há muita gente que olha para os pais e avós fora dos seus dias assinalados. Que os tratam bem, os protegem, acarinham-nos e até os ajudam, muito especialmente quando a velhice lhes bate à porta, altura normalmente que mais precisam dos filhos ou dos netos.
Há quem ainda pense que não é só levá-los a jantar ou oferecer-lhes uns doces ou umas flores nos dias assinalados pelo calendário que está cumprida a sua missão de filhos ou netos.
Os bons pais e os bons avós merecem tudo, porque ao longo das suas vidas o dia dos filhos ou dos netos foram para eles todos os dias do ano e, muitas vezes, durante décadas.
Alguns, muitas dificuldades passaram, muitas privações tiveram, muitas preocupações e até angústias suportaram pelos seus filhos e netos desde a sua infância à idade de se tornarem adultos.
E em casos pontuais - não tão pontuais quanto isso - mesmo já adultos, esses pais e esses avós ainda contribuíram para a sua felicidade e bem-estar.
De modo que, numa sociedade atribulada, onde se nota cada vez mais uma falta de respeito, de sentimento, de consideração, de sensibilidade pelos pais e avós -e não só - é louvável sabermos que ainda existem os que respeitam, acarinham e amam aqueles que nunca lhes faltaram com o seu carinho e amor ao longo do seu percurso de vida.
Contudo, não nos custa reconhecer que há pais, que não são bons pais, nunca foram bons pais, nunca deveriam ser pais. E há avós também assim.
E também não são tão poucos assim.
Esses não fazem parte da comemoração do dia de hoje, nem dos outros dias assinalados, no que tocante à família diga respeito.
Independentemente do dinheiro que tenham, da posição que possam ocupar na sociedade, não passam de seres desprezíveis porque não merecem o apreço de ninguém e irracionais porque não avaliam o mal que causam àqueles que abandonam.
Para concluir, esperamos que todo o bom pai sinta no dia de hoje todo o afeto, o carinho e a gratidão dos seus bons filhos, como pensamos terem sentido as boas mães, no Dia da Mãe e possam sentir os bons avós, no Dia dos Avós, pelos seus netos, quando o seu dia assinalado para comemoração chegar.
Se bem que, repetimos, estas datas só têm significado, merecem ser comemoradas, quando o respeito, o amor, o carinho, são praticados ou manifestados todos os dias do ano, tanto pelos pais e avós, como pelos filhos e netos.
Caso contrário, a comemoração está mais próxima da hipocrisia do que do verdadeiro sentimento.
Feliz dia do pai!
Juvenal Pereira