Não resta praticamente nada para atacar
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que não resta "praticamente nada para atacar" no Irão, na sequência dos ataques de Washington e Telavive à República Islâmica.
"Assim que eu quiser que isso acabe, vai acabar", disse ainda o Presidente dos Estados Unidos numa entrevista ao portal Axios, prevendo que a guerra terminaria "em breve", pouco depois de o ministro da Defesa israelita, ter declarado que a ofensiva conjunta de Telavive e de Washington continuaria "sem limite de tempo".
"Esta operação continuará sem qualquer limite de tempo, o tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e decidirmos o desfecho da campanha", afirmou Israel Katz, citado pelo Ministério da Defesa israelita, durante uma reunião com responsáveis militares.
Trump afirmou na segunda-feira, quando os preços do petróleo dispararam, que a guerra estava quase terminada, embora depois tenha condicionado o fim do conflito a uma rendição incondicional do Irão.
O líder norte-americano descreveu ainda a guerra como uma "excursão de pequena duração", apesar de ter mobilizado a maior força militar dos Estados Unidos no Médio Oriente desde a invasão do Iraque, em 2003.
O republicano de 79 anos também disse várias vezes que as operações militares estavam muito adiantadas em relação ao calendário de quatro ou cinco semanas que ele próprio tinha avançado no início da guerra, em 28 de fevereiro.
Ainda na segunda-feira, Trump ameaçou atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.
"Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu Trump numa conferência de imprensa na Florida.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.