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Madeira

Agências de viagem violaram regras da concorrência há 25 anos

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Há 25 anos, o DIÁRIO fazia manchete com o facto das agências de viagens violarem a concorrência. As "taxas de serviço" , fórmula encontrada pelas agências para repercutir no consumidor a redução das comissões pagas pelas transportadas aéreas pela venda dos seus bilhetes, eram ilegais.

No dia 11 de Março de 2001, o DIÁRIO noticiava que a DECO iria fazer chegar à Direcção Geral do Comércio e Concorrência a informação da existência do que considera ser uma "prática concertada" e uma violação das normas livres de concorrência.

"A questão diz respeito à imposição, pelas agências de viagens, de "taxas de serviço", a fórmula encontrada para repercutir no consumidor a redução das comissões pagas pelas transportadoras aéreas pela venda dos seus bilhetes. De acordo com a informação avançada por vários agentes de viagens, terá havido uma reunião entre as empresas do sector da qual terá saído uma lista com os preços mínimos a cobrar por determinados serviços", pode ler-se no artigo.

Nesse sentido, naquela altura, o Instituto de Defesa do Consumidor preparava-se para intervir depois de ter recebido alertas dos consumidores madeirenses, na sequência da aplicação das "taxas de serviço".

CASOS DO DIA - Morte estranha de jovem de 17 anos

Na mesma edição, o DIÁRIO também noticiava a morte estranha de um jovem de 17 anos. De acordo com a notícia, o corpo do aluno da Escola Hoteleira foi encontrado sem quaisquer sinais de vida, pelos próprios pais, que o procuraram no poio para onde se tinha deslocado a fim de apanhar erva para os animais.

"Roberto Carlos Roque Silva, após o regresso a casam saiu para as lides que tanto gostava de fazer, nuns terrenos da família situados a cerca de 15 minutos de caminho desde a sua residência. Admirados pelo tardar do regresso a casa, os pais do infeliz rapaz, foram à sua procura. Entretanto, tinham ligado telefonicamente para um familiar, a perguntar se o Roberto se encontrava lá em casa, ao que foi respondido negativamente.  No local que era o principal paradeiro do Roberto, existia uma pequena barraca, construída por ele, onde se abrigava quando chovia. Esta estava fechada, mas os pais arrombaram a fechadura, vindo a encontrar o filho mais velho do casal já cadáver", podia ler-se no artigo.

NACIONAL - Dia sem mergulhos em Entre-os-Rios após tragédia

O comandante Augusto Ezequiel, do Instituto Hidrográfico da Marinha confirmava que não haveria, naquele dia, qualquer mergulho para encontrar destroços na zona da ponte acidentada Entre-os-Rios.

Num "briefing" com a imprensa, o comandante explicou que esta medida se devia ao facto de o tempo de propagação do abaixamento do caudal acordado com as autoridades espanholas demorar "entre 24 a 48 horas".

Entretanto, no dia anterior aquela notícia, o Presidente da República tinha promulgado, com carácter de urgência, dois diplomas que criavam um regime de excepção para executar as obras de reconstrução das infra-estruturas públicas no concelhos de Penafiel e Castelo de Paiva.

Por sua vez, o ministro Ferro Rodrigues também tinha anunciado uma grande operação à escala nacional para verificar o estado das pontes, viadutos e outras infra-estruturas públicas.