Polícia Florestal assinala 113 anos com três dias de atraso
Albuquerque preside às comemorações em Machico
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, preside esta quarta-feira às comemorações do Dia da Polícia Florestal, que decorrem no Fórum Machico.
A cerimónia estava inicialmente prevista para a praça exterior do Fórum Machico, mas acabou por ser transferida para o auditório devido à ameaça de chuva, que se confirmou na última hora.
Situação semelhante ocorreu no ano passado, quando o aniversário da Polícia Florestal estava programado para a nova Praça da Ribeira Brava, junto à Escola Secundária. Também devido às condições meteorológicas, a cerimónia acabou por realizar-se no pavilhão gimnodesportivo.
A iniciativa assinala o 113.º aniversário da institucionalização do serviço de Polícia Florestal na Madeira, formalizado com o Regulamento do serviço de polícia rural e florestal no arquipélago, aprovado por decreto de 8 de Março de 1913.
A criação deste corpo especializado surgiu no contexto das reformas administrativas após a implantação da República, em 1910, tendo sido concebido para responder às particularidades do arquipélago, nomeadamente à sua orografia e ao coberto vegetal. Na altura, a vigilância das áreas florestais era assegurada em conjunto com guardas campestres nomeados pelas câmaras municipais.
Ao longo das décadas, o serviço foi sendo estruturado e reforçado. Em 1952 foi criada a Circunscrição Florestal do Funchal, que passou a gerir a floresta do arquipélago e o próprio corpo de polícia florestal.
Actualmente, a Polícia Florestal da Região Autónoma da Madeira integra mais de oito dezenas de elementos distribuídos por 25 postos florestais — 23 na ilha da Madeira e dois no Porto Santo — assegurando serviço permanente durante 24 horas.
O corpo desempenha funções em três vertentes principais: como órgão de polícia criminal na fiscalização e investigação de ilícitos ambientais e florestais; como agente de protecção civil, colaborando na vigilância e combate a incêndios rurais; e no apoio a actividades técnico-científicas relacionadas com a gestão e monitorização dos ecossistemas.
O trabalho desenvolvido ao longo de mais de um século na defesa e preservação do património natural contribuiu para a valorização dos espaços florestais da Região, incluindo a floresta Laurissilva, reconhecida desde 1999 como Património Mundial Natural pela UNESCO.