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Brasil supera "crise aguda" de liberdade de expressão após anos de hostilidade

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Foto Shutterstock

O Brasil superou uma "crise aguda" no âmbito da liberdade de expressão após anos de "hostilidade", embora ainda enfrente grandes desafios, como a concentração económica dos meios de comunicação, indicou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). 

De acordo com o Índice Chapultepec 2025, divulgado hoje, o Brasil, com 72,14 pontos, passou da quinta para a quarta posição, situando-se na faixa de "Baixa Restrição". 

"O Brasil superou uma crise aguda, mas ainda luta para alcançar uma estabilidade plena no âmbito da liberdade de expressão", resumiu a organização. 

O relatório indicou que, entre 02 de novembro de 2024 e 01 de novembro de 2025, sob o mandato de Lula da Silva, a liberdade de expressão e de imprensa no Brasil registou "uma importante reconfiguração institucional após anos de hostilidade por parte do Poder Executivo". 

No entanto, embora o país tenha melhorado a sua posição nos índices internacionais graças a "uma retórica mais respeitosa do Presidente Lula da Silva", ainda "persistem vulnerabilidades críticas" na maior democracia da América Latina. 

"A extrema concentração económica dos meios de comunicação e a criação de 'desertos de notícias' em zonas rurais, onde a falta de fiscalização permite que atores políticos e criminosos atuem sem controlo" são limitações apontadas. 

Ainda assim, a SIP aponta que o ambiente legislativo é "mais favorável", mas sublinha que "a segurança dos jornalistas continua a ser alarmante, ao enfrentarem ameaças que se tornaram mais subtis e sofisticadas". 

O Índice Chapultepec é um barómetro anual da SIP que mede o estado da liberdade de imprensa e de expressão nas Américas. 

Na sua sexta edição registou "uma deterioração de alcance dramático nas condições destes direitos comunicacionais no hemisfério", apesar do resultado do Brasil, que se situou no grupo de doze nações que subiram de posição.