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Guerra no Irão Mundo

Alemanha, França e Reino Unido preparam "acções defensivas" contra ataques iranianos

FOTO ABEDIN TAHERKENAREH/EPA  
FOTO ABEDIN TAHERKENAREH/EPA  

Os líderes alemães, franceses e britânicos declararam-se hoje prontos para "ações defensivas necessárias e proporcionadas" face às respostas iranianas, para "destruir na origem" as capacidades militares de Teerão.

"Tomaremos medidas para defender os nossos interesses e os dos nossos aliados na região", potencialmente impedindo a República Islâmica de disparar mísseis e drones, alertou o grupo E3, que reúne França, Alemanha e Reino Unido, numa declaração conjunta.

Teerão respondeu à ofensiva americana e israelita iniciada no sábado com ataques em todas as direções contra vários países vizinhos, nomeadamente aqueles que albergam bases americanas, e Israel, onde nove pessoas foram mortas no domingo, segundo os serviços de emergência.

Os líderes europeus dizem estar "consternados" com estes ataques "cegos e desproporcionados" que afetam países do Médio Oriente não envolvidos na operação militar inicial.

Os ataques "visaram os nossos aliados próximos e ameaçam o nosso pessoal militar e civil em toda a região", acrescenta o comunicado, garantindo que estas medidas defensivas serão discutidas com os Estados Unidos e os seus aliados na região.

O Reino Unido anunciou hoje que elaborou planos de evacuação em massa dos seus cidadãos que estão presos nos países do Golfo Pérsico devido à suspensão dos voos, segundo fontes oficiais britânicas.

A possível evacuação foi planeada para o caso de se prolongarem os cancelamentos dos voos com destino à região, que, por enquanto, estão em vigor até segunda-feira, inclusive.

As autoridades britânicas aconselham os nacionais na região que permaneçam onde estão e continuem atentos às orientações do Ministério dos Negócios Estrangeiros, além de registarem a sua presença online para aqueles que permanecem nos países mais afetados: Israel, Palestina, Emirados Árabes, Barém e Catar, estimando que o número total ultrapasse centenas de milhares.

No domingo, Washington também informou sobre os primeiros soldados americanos mortos na operação que levou à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

O Irão não estabelece "nenhum limite" ao seu direito de se defender, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, numa entrevista à cadeia de televisão americana ABC.

"O que os Estados Unidos estão a fazer é um ato de agressão. O que nós estamos a fazer é defender-nos. É muito diferente", insistiu.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.