Carneiro apela ao voto e expressa solidariedade para quem tem "vidas destruídas"
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, apelou hoje a que todos participem "nas escolhas da sua vida democrática" através do voto e expressou solidariedade para quem tem as suas "vidas destruídas" devido ao mau tempo.
"Votar é um dever e uma responsabilidade, um direito pelo qual muitas e muitos deram a sua própria vida. É, portanto, um imperativo de cada um participar nas escolhas da sua vida democrática", afirmou José Luís Carneiro, após votar nas presidenciais, no Porto.
"Naturalmente há muitos que estão a viver momentos difíceis, para quem eu queria deixar ficar uma palavra de profunda solidariedade. Pessoas que têm as suas vidas destruídas em parte ou em todo, casas, falta de eletricidade, falta de condições mínimas de dignidade e que estão hoje mesmo a viver momentos muito difíceis", acrescentou.
O líder do PS, que falava após votar na Escola Secundária Alexandre Herculano, afirmou ter-lhe sido transmitido que "está a haver uma boa participação eleitoral" e descreveu "ruas repletas de pessoas de várias idades" para votar na cidade do Porto.
"Vamos aguardar pelo fim do dia. Porque naqueles [concelhos] em que não há votação hoje haverá daqui para oito dias e, portanto, a taxa de abstenção contar-se-á no fim de todo o escrutínio eleitoral", disse.
Carneiro apelou à mobilização de todos os eleitores, lembrando que o Presidente da República é "o mais importante representante da vontade nacional, quer no plano interno - para a garantia da estabilidade das instituições democráticas, a salvaguarda da separação de poderes, a defesa dos valores constitucionais -, mas também para a representação externa do país".
O socialista recusou-se a tecer comentários sobre a resposta do Governo ao mau tempo, remetendo comentários para o próximo debate da Assembleia da República, onde vai falar "sobre aquilo que correu mal na condução do processo de prevenção e nas primeiras reações".
As assembleias de voto abriram às 08:00 de hoje em Portugal continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.