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Madeira

Plano de Resíduos Urbanos da Calheta “vem dar razão às intervenções do JPP”

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O JPP considera que uma leitura atenta ao Plano Municipal de Resíduos Urbanos (PMRU) para o concelho da Calheta, confirma a ausência de uma estratégia autárquica na gestão de um sector de primordial importância para o ambiente e a qualidade de vida no concelho. 

O partido considera que os dados actuais confirmam que o JPP  “esteve sempre do lado da verdade e dos factos nas abordagens e intervenções feitas ao longo dos últimos anos sobre as insuficiências na rede de recolha de resíduos”. O Plano Municipal de Resíduos Urbanos (PMRU) para o período 2026-2030 foi apresentado, quinta-feira, pelo executivo liderado pelo PSD.

“O JPP disse sempre, nos últimos anos, que nesta matéria havia imenso trabalho para fazer, que a autarquia falhou mesmo muito antes da pressão turística, mas voltou a falhar ao não conseguir preparar o concelho para responder à procura dos últimos anos e, consequentemente, a situação, se já não era famosa, ficou muito pior”, afirma o vereador do JPP, Basílio Santos.

O autarca refere que 84,3% dos resíduos recolhidos são indiferenciados. As condições de trabalho dos trabalhadores da salubridade são precárias. "Faltam fardas, calçado e equipamento de protecção individual. Ausência de balneários para mudança de roupa após turnos. Falta de efectivos no quadro para estas tarefas. É preciso reforçar os ecopontos, implementar as ilhas ecologicas, a lavagem e desinfecção de contentores", aponta o Basílio Santos.

"Na verdade, o Plano Municipal de Resíduos Urbanos (PMRU) indica que a produção de resíduos tem aumentado, atingindo 5.853 toneladas em 2024, o que corresponde a 536 kg per capita, acima da média nacional, sendo que apenas 15,7% é recolha selectiva", indica o JPP. 

“Sem expansão da rede e recolha selectiva porta-a-porta para o sector comercial, a Câmara não cumprirá metas regionais, acumulando pressão política e ambiental. Esta expansão exige um esforço imediato na contratação de recursos humanos e veículos”, admite a autarquia no documento.

Mais refere que a Calheta tem reduzido o número de residentes, comparando os últimos sensos de 2021, mas crescido em termos de população flutuante e na produção de lixo, facto anotado pela autarquia. Além disso, a  autarquia estima que entre 2019 e 2024, a população flutuante do concelho da Calheta tenha contribuído para um acréscimo de aproximadamente 355 toneladas na produção de resíduos.

O vereador do JPP destaca uma outra nota do documento referente à recolha selectiva de verdes, acrescentando que a própria Câmara PSD reconhece que se trata do “maior problema actual percebido pelos cidadãos”.